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DESEJO A TODOS UM FELIZ 2012 NA PRESENÇA DE JESUS CRISTO, QUE ELE REALIZE VOSSOS SONHOS E VC POSSA DIZER FOI O SENHOR QUE FEZ ISTO E É COISA MARAVILHOSA AOS NOSSOS OLHOS. DEUS ABENÇOE A TODOS O SENHOR DOS EXERCITOS, AMÉM. PARA MEDITAÇÃO JOÃO 14-6.


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 É assim que Deus faz com quem procura abrigo Nele.



Que Ele te abençoe e te guarde, hoje e sempre. 


SÃO OS VOTOS Do ir Antonio


AS CONSEQUÊNCIAS DO JUGO DESIGUAL.

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AS CONSEQUÊNCIAS DO JUGO DESIGUAL. Subsídio para Lição Bíblica - 4º Trimestre/2011


"Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Co 6.14)

O texto de 2 Coríntios 6.14 nos apresenta alguns princípios que devem nortear as associações entre cristãos e não-cristãos (fiéis e infiéis, justiça e injustiça, luz e trevas, crentes e incrédulos, salvos e perdidos). Observemos alguns termos para uma compreensão maior das questões aqui envolvidas.

- Jugo desigual (gr. eterodzygountes). Associar de maneira irregular ou discordante.[1] Juntar animais que precisam de jugos diferentes por que são de espécies diferentes (cf. Dt 22.10; Lv 19.19). O conceito de jugo era usado em relação ao casamento e em relação aos professores que concordavam em sua doutrina. Um casamento misto ou cooperação com alguém que tenha pensamentos diferentes era considerado ser "jugo desigual".[2] Formar um par desigual, ser posto na canga com um animal diferente.[3] Paulo emprega o verbo heterozygeo, que se aplica ao emparelhamento de tipos diferentes de animais em Lv 19.19. C. K. Barrrett traduz assim: "Não deveis entrar em arreio duplo com os descrentes".[4]

- Incrédulos (gr. apístois). Descrente.[5]

- Sociedade (gr. metokê). Relação.[6] Companheirismo.[7]

- Comunhão (gr. koinonía). Parceria, intercâmbio. Ato de participar, compartilhar por causa de interesse comum.[8] Ter coisas juntos ou em comum.[9]

É importante atentar para o fato de que o alerta feito por Paulo vai para além das relações matrimoniais. Sobre isto Coenen e Brown comentam

A totalidade do contexto e do argumento de 2 Co 6:14 e segs., porém, parece olhar além dos casamentos mistos, para a idolatria e a impureza de modo geral (cf. C. K. Barret, op. cit., 196), embora um casamento misto pudesse levar a semelhante idolatria e impureza.[10]

Não está aqui presente a ideia de um cristianismo sectarista, onde todo e qualquer contato e relações com os incrédulos fossem reprovadas. Sobre isto Paulo escreveu

Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem; isso não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas, agora, escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais. (1 Co 5.9-11)

Como se pode observar, a preocupação do apóstolo Paulo é sempre com o tipo de associação, que por seu alto grau de intimidade pode corromper a fé e a santidade do crente: "Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes". (1 Co 15.33).

Coenen e Brown afirmam que

O cristão deve permanecer no mundo, sem, porém, tomar parte na idolatria e na impureza moral. Assim o crente nunca deve ser culpado da fornicação (1 Co 5:9-10). Deve trazer seus assuntos diante da igreja ao invés de levar o irmão crente aos tribunais seculares (1 Co 6.1-6). Não deve deliberadamente entrar num casamento misto com um descrente, mas, se, um dos cônjuges de um casamento que dantes era pagão torna-se cristão, o casamento não deve ser dissolvido simplesmente por causa disto, pois o crente santifica o casamento, cônjuge descrente pode ser conquistado para Cristo (1 Co 7:12-16, 39). [...] Noutras palavras, Paulo não defende uma separação exclusiva do mundo. Os crentes devem permanecer no mundo procurando ganha-lo para Cristo. Não devem, no entanto, permitir que a sua fé seja comprometida de qualquer modo, especialmente pela idolatria pagã e os seus costumes sexuais dos pagãos. A conversão significa um rompimento com o mundo (1 Co 6.9 e segs.).[11]

Observando o comentário acima, mesmo que ênfase do presente estudo recaia sobre a união conjugal mista, nunca é demais ressaltar as seguintes questões:

- Com que autoridade pastores que vivem se processando podem julgar as causas dos crentes?

- Com que autoridade pastores que aprovam o casamento de seus filhos crentes com descrentes pode disciplinar os jovens e membros da igreja que se unem através do matrimônio da mesma maneira?

- Com que autoridade pastores realizam casamentos mistos de crentes influentes e ricos para proibir os de crentes pobres?

- Com que autoridade pastores que estão "intimamente" associados a políticos mundanos podem censurar e punir os membros da igreja pelo mesmo tipo de associação promíscua?

- Com que autoridade pastores que relativizam princípios bíblicos para não perder "ovelhas", aprovando e realizando o casamento misto, podem continuar ensinando a Palavra da Verdade?

Ainda tratando da associação do crente com o infiel, a Bíblia de Estudo Pentecostal oferece o seguinte comentário ao texto de 2 Co 6.14

Diante de Deus, há apenas duas categorias de pessoas: as que estão em Cristo e as que não estão. [...] O crente, portanto, não deve comunhão ou amizade íntima com o incrédulo, porque tais relacionamentos corrompem sua comunhão com Cristo. Neste contexto estão as sociedades nos negócios, as ordens secretas (Maçonaria), namoro e casamento com os incrédulos. A associação entre o cristão e o incrédulo deve ser o mínimo necessário à convivência social ou econômica, ou com o intuito de mostrar ao incrédulo o caminho da salvação.[12]

No Comentário Bíblico Pentecostal do Novo Testamento lemos que

De 1 Co 5.9 e 10 sabemos que Paulo não está proibindo toda associação com os incrédulos, o que seria impossível e exigiria, em suas palavras, "sair do mundo". Paulo aparentemente tem um tipo específico de relacionamento em mente. "Jugo desigual" (v. 14) lembra Deuteronômio 22.10, que proibia que um boi e um burro fossem colocados sob o mesmo jugo para lavrar a terra. Também pode ter o sentido de "desigualdade" e se referir à proibição em Levítico 19.19 contra o cruzamento de animais diferentes. Em ambos os casos, as leis da natureza no Antigo Testamento eram instituídas para ensinar o princípio da separação espiritual. Israel deveria evitar práticas e crenças que levariam o povo a adotar os modos corruptos de seus vizinhos pagãos. Consequentemente, o que Paulo parece te em mente aqui é a formação de relacionamentos que favoreciam o casamento de uma pessoa crente com uma incrédula e levariam a alguma forma de transigência espiritual com o paganismo, particularmente a idolatria. [...] Para se fazer entender, Paulo continua fazendo cinco perguntas retóricas, que destacam como é radicalmente antinatural e incompatível para crentes e incrédulos formarem pares em um relacionamento íntimo. Cada uma das perguntas apresenta dois opostos, é visivelmente absurda e espera uma negação imediata. [...] O apelo de Paulo é essencialmente um apelo pela santidade. Como o estado especial de Israel exigia a separação daquelas coisas que contaminam ou tornam uma pessoa maculada diante de Deus, assim deveriam proteger sua pureza moral e espiritual (v.17) não se tornando unidos em um relacionamento com os incrédulos. O propósito desta separação não é ritual ou cerimonial, mas relacional – para preservar a intimidade de sua relação com o Pai (v. 18).[13]

Voltando a questão específica do casamento misto, sua proibição está explícita no Antigo Testamento (Dt 7.1-14; Nm 36.6, Ne 13.23-29), e o princípio que norteia a sua aplicação na vida do cristão exposto nas passagens do Novo Testamento aqui comentadas.

Dessa forma, seja por paixão, interesse financeiro ou coisas semelhantes a estas, a quebra deste princípio poderá promover problemas no relacionamento do casal e na educação de seus filhos, que poderão ter uma séria crise de identidade, vivendo sob o dilema de seguir a fé cristã piedosa de um dos pais, ou a crença na religião, no ateísmo ou ceticismo do outro.

Que a Bíblia continue sendo a nossa única regra de fé. Nem os nossos sentimentos, muito menos a pressão cultural que a igreja sofre, deve nos remover de tão sólido fundamento.


[1] Bíblia de Estudo Palavras-chave. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p. 2213.

[2] RIENECKER, Fritz; ROGERS, Cleon. Chave linguística do Novo Testamento grego. São Paulo: Vida Nova, 1995, p. 350-351.

[3] HAUBECK, Wilfrid; SIEBENTHAL, Heinrich. Nova chave linguística do Novo Testamento grego. São Paulo: Targumim/Hagnos, 2009. p. 1059.

[4] COENEN, Lothar; BROWN, Colin. Dicionário internacional de teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2000, p. 1099.

[5] Ibid.

[6] Bíblia de Estudo Palavras-chave, ibid., p. 2301.

[7] Rienecker; Rogers, ibid.

[8] Bíblia de Estudo Palavras-chave, ibid., p. 2269.

[9] Rienecker; Rogers, ibid.

[10] Coenen; Brown, ibid.

[11] Ibid., p. 1099-1100

[12] Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1778.

[13] ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p. 1099-1100.

AS CONSEQUENCIAS DO JUGO DESIGUAL

Posted by maximino

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM ENGENHOCA
NITERÓI - RJ
LIÇÃO Nº 12 - DATA: 18/12/2011
TÍTULO: “AS CONSEQUENCIAS DO JUGO DESIGUAL”
TEXTO ÁUREO – II Cor 6:14
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: Ne 13:23-29
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO
e-mail: geluew@yahoo.com.br



I – INTRODUÇÃO:


O namoro é um jugo de comunhão que pode se transformar em casamento. Por isso, não entre na idéia de que poderá namorar um (a) incrédulo (a) só para passar o tempo e que, na hora em que resolver se casar, procurará um (a) jovem crente. Não se iluda, também, pensando que vai ganhá-lo (a) para Jesus. Será mais fácil o incrédulo arrastar o crente para o mundo, pois, ao começar o namoro com um jugo desigual, já se deu o primeiro passo naquela direção. Assim, guardemos o seguinte: O NAMORO NUNCA FOI MÉTODO UTILIZADO PARA SE EVANGELIZAR E DE SE ALCANÇAR ALMAS PARA CRISTO!



II - DUAS QUESTÕES DE FUNDAMENTAL IMPORTÂNCIA E QUE TEM SIDO CAUSA DO FRACASSO DE MUITOS CASAMENTOS:


(1) – O JUGO DESIGUAL: - II Cor 6:14 - Esta questão do “jugo desigual” que, antigamente, era levada muito a sério, principalmente, pelos pais crentes, hoje caiu de importância, sendo aceito, ou tolerado. Todavia, Deus continua não aceitando a mistura entre justos e ímpios; entre o mundo e a Igreja (Dt 7:2-4). Num Casamento Cristão o jugo desigual tem que ser evitado.


Os círculos de oração, com muita frequência, são procurados por pessoas que, embora conhecessem a verdade, casaram-se com incrédulos e, por isso, vivem amarguradas e cheias de problemas.


Ainda que, depois de casados, o salvo consiga manter-se na Igreja, sem que o outro se importe, haverá muitas divergências. Portanto, tenha cuidado com o jugo desigual!


Conta-se que uma senhorita visitou, certa vez, Spurgeon e lhe apresentou o seguinte argumento:


- “Eu posso ganhar meu pretendido, que não é crente, para Cristo”.


Como resposta, Spurgeon mandou-a sentar-se sobre uma mesa.


Espantada, a moça fez o que ele pediu.


Depois, Spurgeon solicitou que a moça o erguesse do chão para o alto da mesa. Disse ela:


- “Impossível!”


Disse, então, o homem de Deus:


- “Exatamente! Mas eu posso puxá-la para baixo.”


Dito e feito! Em segundos, a moça encontrava-se no chão.


Com toda a gravidade, aquele servo de Deus advertiu aquela moça:


- “Se desobedecer a Palavra de Deus, você jamais levantará o seu namorado incrédulo; mas ele, sim, a fará cair em fração de segundos”.


Dois não podem andar juntos, a menos que estejam de acordo! Por isso: CUIDADO COM O JUGO DESIGUAL!.



(1.1) – O JUGO DESIGUAL ENTRE CRENTES: - O jugo desigual pode existir, também, no Casamento entre os próprios Crentes. Isto porque, de acordo com A Palavra de Deus, existem os crentes salvos, as virgens prudentes, o trigo, os peixes bons, as árvores boas que produzem frutos bons.


Porém, existem também os crentes não salvos, as virgens loucas, o joio, os peixes ruins, as árvores ruins que produzem frutos ruins.


Assim, só Deus, que conhece os corações, poderá, em resposta à oração, livrar Seus filhos de um jugo desigual dentro da própria Igreja.


Para casar-se, portanto, mesmo que entre crentes, não se pode dispensar a oração.



(2) – CASAMENTO ENTRE “OS VASOS DO SENHOR” – Este é um erro que também pode e deve ser evitado.


Este tipo de casamento acontece quando o “irmão em Cristo” casa-se com a “irmã em Cristo”; quando é realizado, apenas, com base nas afinidades espirituais, ou “no amor ágape”, que é o amor de Deus existente entre eles.


Neste caso, o “irmão em Cristo” (que é uma bênção) não consegue enxergar a esposa/mulher, a companheira, a cônjuge; ele só vê “o vaso do Senhor”, “o instrumento que Deus usa”!


Da mesma forma, a “irmã em Cristo” (que também é uma bênção), não vê o marido/homem, o esposo, o cônjuge; só consegue enxergar o “irmão em Cristo”, “o vaso do Senhor”, “o instrumento usado por Deus”.


Isto acontece porque o amor espiritual existente entre eles (o amor “ágape”), não gera desejo carnal.


Se resolverem casar, sem consultar a Deus, este casamento tem tudo para dar errado. Não havendo o “Eros”, que é o amor carnal, que gera desejo sexual, o relacionamento sexual será prejudicado e o Casamento poderá ser desfeito.


Quando isto acontece, muitos se surpreendem, e dizem:


- “Não é possível! Os dois eram uma bênção! O Casamento tinha tudo para dar certo!”


Todavia, quem conhece A Palavra de Deus, sabe que aquele Casamento tinha tudo para dar errado! Os dois eram uma bênção... e continuariam sendo, se não tivessem casado! As “duas bênçãos”, os “dois vasos”, os “dois instrumentos usados por Deus” se casaram e não deu certo. Por que?


Porque ele não viu a esposa/mulher que estava na “irmã em Cristo”; ela também não viu o esposo/homem que estava no “irmão em Cristo”!


Quando, depois de casados, ela descobriu o homem que agora era seu esposo, e ele descobriu a mulher, que agora era sua esposa, constataram que não havia amor carnal para uni-los sexualmente. O “irmão em Cristo” tinha se casado com a “irmã em Cristo” e vice-versa! Deu errado! Certamente que daria errado!


Aos olhos dos outros, parece que são felizes! Mas não são! Pior ainda: Muitas vezes, deixam de ser uma bênção, deixam de ser um vaso, deixam de ser um instrumento usado por Deus!


Para dar certo, o “irmão em Cristo” tem que casar com uma mulher que será sua esposa e, ao mesmo tempo, será sua “irmã em Cristo”. Da mesma sorte, a “irmã em Cristo” tem que casar com um homem que será seu esposo e, ao mesmo tempo, seu “irmão em Cristo”. É preciso que o homem veja a mulher que está na irmã e que a mulher veja o homem que está no irmão. Que sintam atração física um pelo outro.


Casar por ter dó do irmão, está errado! Casar por ter dó da irmã, está errado! Casar sem atração física, está errado!


Crente precisa casar com Crente! Mas não se casa só por ser crente, só pelo fato de ser membro de uma mesma Igreja. Não se casa, apenas, por ter afinidades espirituais.


Pretender casar-se porque o irmão, ou a irmã é uma bênção, porque é um Obreiro, um Professor de Escola Dominical, porque os dois cantam juntos, porque têm comunhão, prazer em estar um perto do outro ...tudo isto não basta!


Para que um Casamento possa dar certo, e cumprir seus propósitos, é preciso que haja entre o casal as três expressões do amor:


(1) – O AMOR “ÁGAPE” = O AMOR DIVINO;


(2) – O AMOR “EROS” = O AMOR CARNAL; e


(3) – O AMOR “PHILIS” = O AMOR AMIZADE ou SOCIAL.



III - CONSIDERAÇÕES FINAIS:


II Cor 6:14-18; 7:1 – “NÃO VOS PONHAIS EM JUGO DESIGUAL”


(1) – As razões para isso são:


(a) – A justiça e a injustiça não têm nada em comum


(b) – A luz e as trevas não têm comunhão


(c) – Cristo e o maligno não têm harmonia


(d) – O crente e o incrédulo nada têm em comum


(e) – Deus proíbe, por uma ordem direta.



(2) – A advertência divina diz:


(a) – Retirai-vos do meio deles


(b) – Separai-vos do mundo


(c) – Não toqueis em cousas impuras



(3) – As maravilhosas promessas:


(a) – Receber-vos-ei


(b) – Serei vosso Pai


(c) – Sereis para mim filhos e filhas



FONTES DE CONSULTA:


1) A Santidade do Sexo – Editora Fiel - Frank Lawes e Stephen Olford


2) Sexo e Casamento – Editora fiel – M. Capper e M. Williams


3) Mil Esboços Bíblicos – Editora Evangélica Esperança – Georg Brinke


4) Responda-me, por favor – CPAD – Marta Doreto de Andrade e Claudionor Corrêa de Andrade

SÁBADO OU DOMINGO

Posted by maximino

SÁBADO OU DOMINGO: A OPÇÃO CRISTÃ


Pr Airton Evangelista da Costa
Milhares de estudos já foram realizados sobre esse tema de certa forma polêmico. As opiniões se dividem: de um lado, os que defendem a sacralidade do sábado, exemplo dos Adventistas do Sétimo Dia; do outro, os demais cristãos, que consideram o domingo como o dia do Senhor, tendo como principal razão a ressurreição de Jesus, nesse dia. Vejamos quais os principais argumentos apresentados pelos dois grupos (sábado, do hebraico shabbath, dia de cessação do trabalho, de descanso). Em primeiro lugar vamos conhecer o que dizem os pró-sabáticos:


  • O sétimo dia foi abençoado e santificado por Deus e marcou o término de toda a Sua obra criadora (Gn 2.2-3).

     
  • O Quarto Mandamento declara que "o sétimo dia é sábado do Senhor teu Deus. Não farás nenhum trabalho...pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, mas no sétimo dia descansou" (Êx 20.8-11).

     
  • Jesus não aboliu a Lei Moral, os Dez Mandamentos, escrita por Deus (Êx 31.18). A que foi cravada na cruz (Ef 2.15) foi a lei cerimonial composta de ordenanças e ritualismo, escrita por Moisés num livro (Dt 31.24-26; 2 Cr 35.12; Lc 2.22-23). Os mandamentos morais são irrevogáveis porque perpétuos. Os mandamentos cerimoniais, para observância de certos ritos, foram ab-rogados (holocaustos, incenso, circuncisão).

     
  • O fato de estarmos sob a graça não nos desobriga da observância da Lei de Deus. Não é correto dizermos que a graça existiu apenas a partir de Jesus: "... e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos" (2 Tm 1.9). Não existisse a graça no Antigo testamento, teriam sido salvos pelas obras Adão, Noé, Moisés, Abraão, Enoque, Isaías, Daniel e outros?
  • O novo mandamento dado por Jesus (Jo 13.34) não ocupa o lugar do Decálogo, mas provê os crentes com um exemplo do que é o amor altruísta. Jesus, na qualidade do grande EU SOU, proclamou Ele próprio a Lei Moral do Pai, no Monte Sinai (Jo 8.58). Ao jovem curioso, Ele disse: "Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos" (Mt 19.17).
     
Os que defendem a sacralização do primeiro dia da semana - o domingo - como um dia santo, de descanso, dedicado ao Senhor, apresentam os seguintes argumentos:
 

  • Com a Sua morte Jesus inaugurou uma Nova Aliança. Durante Sua vida terrena, Ele, judeu nascido sob a lei (Gl 4.4), foi circuncidado e apresentado ao Senhor (Lc 2.21-22)) cumpriu a Páscoa (Mt 26.18-19), e assim por diante. Todavia, a partir da cruz, a lei não mais tem domínio sobre nós.
  • A lei serviu para nos conduzir a Cristo: "Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festas, ou de lua nova, ou de sábados. Estas coisas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, encontra-se em Cristo" (Cl 2.16-17). "Mas, antes de chegar o tempo da fé, a Lei nos guardou como prisioneiros, até ser revelada a fé que devia vir. Portanto, a lei tomou conta de nós até que Cristo viesse para podermos ser aceitos por Deus por meio da fé. Agora chegou o tempo da fé, e não precisamos mais da Lei para tomar conta de nós" (Gl 3.23-25, Bíblia Linguagem de Hoje).
     
  • Diversas passagens bíblicas são citadas pelos defensores da adoração dominical, para reforçar sua tese de que vivemos sob uma Nova Aliança. A antiga Aliança cumpriu sua finalidade. Exemplo: "O mandamento anterior é ab-rogado por causa da sua fraqueza e inutilidade (pois a lei nunca aperfeiçoou coisa alguma), e desta sorte é introduzida uma melhor esperança, pela qual chegamos a Deus" (Hb 7.18-19). E mais: "Pois se aquela primeira aliança tivesse sido sem defeito, nunca se teria buscado lugar para a Segunda... ela não será segundo a aliança que fiz com seus pais no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito, porque não permaneceram naquela minha aliança, e eu para eles não atentei, diz o Senhor. Dizendo nova aliança, ele tomou antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido, perto está de desaparecer" (Hb 8.7-13).
     
  • Prestem atenção no seguinte: "Pois Ele [Cristo Jesus] é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade que estava no meio, desfazendo na sua carne a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem..." (Ef 2.14-15). Os pró-sabáticos vêem aí uma distinção entre as leis cerimoniais de Moisés, e os Dez Mandamentos. Estes não teriam sido revogados. Os anti-sabáticos, regra geral, não fazem diferença, mas consideram que os princípios morais dos Dez Mandamentos continuam sendo pertinentes aos crentes de hoje, porém em outro contexto. Dizem, ainda, que em diversas ocasiões "mandamentos cerimoniais" eram chamados de lei do Senhor. São exemplos: holocaustos dos sábados e das Festas da Lua Nova (2 Cr 31.3-4); Festa dos Tabernáculos (Nm 8.13-18); consagração do primogênito (Lc 2.23-24).
     
  • Não prevalece o argumento da perpetuidade da guarda do sábado ("Os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua" - Êxodo 31.16-17). Outras leis foram classificadas de "perpétuas" e nem por isso se perpetuaram, como exemplo: a páscoa (Êx 12.24), a queima de incenso (Êx 30.21), o sacerdócio Levítico (Êx 40.15), ofertas de paz (Lv 3.17), sacrifício anual de animais (Lv 16.29,31,34), e outros.
     
  • Os anti-sabáticos levantam ainda os seguintes argumentos a seu favor: a) os primeiros cristãos se reuniam e adoravam no domingo (At 20.7; 1 Co 16.1-2); b) Cristo ressuscitou no primeiro dia da semana (Mc 16.9); c) as aparições de Jesus pós-ressurreição ocorreram seis vezes no primeira dia da semana (Mt 28.1-8, Mc 16.9-11, 16.12-13, Lc 24.34, Mc 16.14, Jo 20.26-31); d) a visão apocalíptica de João se deu no dia do Senhor, assim considerado o primeiro dia da semana (Ap 1.10); o Espírito Santo desceu sobre a Igreja no domingo (At 2.1-4).
     
  • Nove dos Dez Mandamentos foram ratificados no Novo Testamento, mas a guarda do sábado foi excluída. Vejamos: 1) "Não terás outros deuses diante de mim"(Êx 20.3) = "Convertei-vos ao Deus vivo"(At 14.15); 2) "Não farás para ti imagem de escultura"(Êx 20.4) = "Filhinhos, guardai-vos dos ídolos"(1 Jo 5.21); 3) "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão"(Êx 20.7) = "Não jureis nem pelo Céu, nem pela terra"(Tg 5.12); 4) "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar"(Êx 20.8) = Sem ratificação no NT; 5) "Honra teu pai e a tua mãe"(Êx 20.12) = "Filhos, obedecei vossos pais"(Ef 6.1); 6) "Não matarás"(Êx 20.13) = "Não matarás"(Rm 13.9); 7) "Não adulterarás"(Êx 20.14) = "Não adulterarás"(Rm 13.9); 8) "Não furtarás"(Êx 20.15) = "Não furtarás"(Rm 13.9); 9) "Não dirás falso testemunho"(Êx 20.16) = "Não mintais uns aos outros"(Cl 3.9)); 10) "Não cobiçarás"(Êx 20.17) = "Não cobiçarás"(Rm 13.9). Diante disso, os anti-sabáticos afirmam que a Nova Aliança não indica um dia especial da semana para o descanso.
     
  • Há quem divide o Decálogo em duas partes: 1) Leis cerimoniais ou religiosas, as que tratam dos deveres dos homens para com Deus (não ter outros deuses; não fazer imagens, nem adorá-las; não blasfemar, e lembrar do sábado. 2) Leis morais ou sociais, as que tratam da relação dos homens entre si (honrar os pais; não matar; não adulterar; não furtar; não proferir falso testemunho, e não cobiçar os bens e mulher do próximo. A guarda do sábado, como cerimônia, fora anulada na cruz (Ef 2.14-15; Cl 2.14).
     
  • As leis do Antigo testamento, de um modo geral, foram feitas para os judeus, especialmente para eles. São exemplos: a) "Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente guardareis meus sábados, porquanto isso é um sinal entre mim e vós nas vossas gerações"(Êx 31.12-18); b) "O Senhor, nosso Deus, fez conosco concerto, em Horebe...com todos os que hoje aqui estamos vivos" (Dt 5.2-3).

     

CONCLUSÃO
 

Na sua Carta Apostólica DIES DOMINI, João Paulo II adota uma postura conciliadora. Ele não toma partido na discussão dos aspectos moral e cerimonial dos mandamentos; não alimenta a tese da revogação do sábado na cruz, e sintetiza: "Mais que uma substituição do sábado, portanto, o domingo é seu cumprimento, em certo sentido sua extensão e expressão completa no encomendado desenvolvimento da história da salvação, que alcança real culminância em Cristo".

Samuele Bacchiocchi, Ph.D., professor de História da Igreja e de Teologia, na Universidade Andrews, Estados Unidos, questionou a posição do papa, com o seguinte comentário: "Nenhuma das alocuções do Salvador ressurreto revela alguma intenção de instituir o domingo como o novo dia cristão de repouso e culto. Instituições bíblicas tais como sábado, batismo e ceia têm origem em um ato divino que as estabeleceu. Mas não existe ato semelhante para sancionar um domingo semanal como memorial da ressurreição".

O mandamento do sábado está associado à obra da criação, à saída do povo de Israel do Egito, e à necessidade de descanso do homem. Vejam: "Pois em seis dias fez o Senhor o céu e a terra...mas no sétimo dia descansou"(Êx 20.11); "Seis dias trabalharás...mas no sétimo dia não farás nenhuma obra"(Êx 20.9-10); "Lembra-te de que foste servo na terra do Egito e que o Senhor, teu Deus, te tirou dali...e te ordenou que guardasses o dia de sábado"(Dt 5.15).

Sabemos que Deus manifestou sua vontade e promulgou suas leis de forma gradual, escrevendo-as na consciência (Rm 2.15), em tábuas de pedra (Ex 24.12), mediante Cristo, a Palavra vivente (Jo 1.14), nas Escrituras (Rm 15.4; 2 Tm 3.16-17), e em nós, como cartas vivas (2 Co 3.2-3). Tudo dentro do seu tempo e dentro do contexto do Seu superior plano de salvação. Era imperioso que a saída daquele povo do Egito e os grandiosos feitos de Deus fossem lembrados de geração em geração. De igual modo a instituição da páscoa serviu para idêntica recordação.

Em nenhum momento o Novo Testamento ordena o descanso sabático, apesar de ratificar os demais mandamentos. Aliás, não nomeia diretamente qualquer dia da semana para adoração e culto. Jesus em várias ocasiões passou por cima da lei sabática, curando enfermos e permitindo que seus discípulos colhessem espigas para comer, no dia santo (Lc 13.14; 14.1-6; Mt 12.1,10). Interrogado por isso, Ele disse: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem por causa do sábado" (Mc 2.27). Também disse: "Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor'' (Mt 12.8).

Os primeiros cristãos adotaram o domingo para descanso, recolhimento espiritual e adoração a Deus, e chamaram-no de "o dia do Senhor" (At 20.7; 1 Co 16.1-2; Ap 1.10), clara referência ao dia em que o "Senhor do sábado" ressuscitou. Nada melhor do que seguirmos o exemplo dos apóstolos, guiados como foram pelo Espírito Santo.

Se judeus ainda não convertidos recolhem-se no sábado para recordarem a libertação do Egito, motivos bem maiores temos nós para nos recolhermos em Cristo, no dia de Sua vitória sobre a morte, para darmos graças pela remissão de nossos pecados e libertação de nossas almas do domínio do diabo.

Sopesados os prós e os contras, entendemos que o dia de descanso e culto pode recair no sábado ou no domingo, observado o princípio de trabalhar seis dias e descansar um. Não vemos pecado na consagração do sábado ou do domingo, desde que o dia escolhido não seja apenas um formalismo. Sábado ou domingo, sem propósito, não passam de mais um dia de lazer. Da mesma forma, jejum sem propósito é dieta. Julgamos que a opção pela escolha do dia ficou manifesta nas seguintes palavras de Paulo:

"Mas agora, conhecendo a Deus, ou antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos"

(Gl 4.9-10).

"Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber ou por causa dos dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados. Estas são sombras das coisas futuras; a realidade, porém, está em Cristo
" (Colossenses 2.16-17).

Airton Evangelista da Costa, Pastor da Assembléia de Deus Palavra da Verdade, em Aquiraz (CE) E-Mail: aecosta@secrel.com.br

Todas as citações bíblicas são da ACF (Almeida Corrigida Fiel, da SBTB). As ACF e ARC (ARC idealmente até 1894, no máximo até a edição IBB-1948, não a SBB-1995) são as únicas Bíblias impressas que o crente deve usar, pois são boas herdeiras da Bíblia da Reforma (Almeida 1681/1753), fielmente traduzida somente da Palavra de Deus infalivelmente preservada (e finalmente impressa, na Reforma, como o Textus Receptus).

O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR

Posted by maximino

Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 10 – O EXERCÍCIO MINISTERIAL NA CASA DO SENHOR
INTRODUÇÃO
Nesta lição, veremos que a tarefa de Neemias era dúplice: física e espiritual. Não bastasse a
reconstrução física de Jerusalém, tinha também sobre seus ombros a responsabilidade de reconstruir
Jerusalém espiritualmente. O zelo com que servia a Deus, fez com que agisse de forma enérgica, retirando
do templo, toda a contaminação e subsequente maldição.

I – A CONTAMINAÇÃO DO MINISTÉRIO
Completado o tempo que Neemias havia solicitado a Artaxerxes para dirigir-se a Jerusalém a fim de
reconstruí-la, o fiel servo persa, ausenta-se momentaneamente para logo retomar seu trabalho. Nesse
ínterim, o mal que parecia estar distante do povo de Deus, penetra sorrateiramente no templo, através de:
· Casamento misto do sacerdote.
Os filhos de Israel foram precavidos pela Lei de Moisés que jamais deveriam casar-se com mulheres
estranhas, a fim de não se afastarem dos retos caminhos do Senhor (Êx 34.12-15/Dt 7.1-3). No entanto,
apesar da advertência o erro foi cometido.
Aproveitando a ausência temporária de Neemias, o sacerdote Eliasibe, que presidia a câmara da
casa do Senhor, resolveu transgredir este mandamento aparentando-se com a família de Tobias, o amonita,
que se opôs a Neemias na reconstrução de Jerusalém.
A instrução paulina à igreja quanto a esta união é a de total reprovação. O apóstolo denominou-a de
“jugo desigual”, quando exortou os crentes de Corinto dizendo: “Não vos prendais a um jugo desigual
com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com
as trevas. E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel” (II Co
6.14,15)
Se um cristão não pode cometer tal erro, o que dizer de um cristão que exerce liderança, como foi o
caso de Eliasibe, o sacerdote?
O apóstolo Paulo também instruiu à cerca do comportamento adequado de um ministro de Deus
quando disse: “Além disso, requer-se dos despenseiros que cada um se ache fiel” (I Co 4:2).
Portanto, associar-se com Tobias é aparentar-se com o mundo e com aqueles cujas obras Deus
aborrece (Tg 4.4; I Jo 2:15).
Sejamos resolutos em fazer a vontade de Deus, como o salmista, ao ponto de amarmos o que Deus
ama, e odiarmos o que Deus odeia: “Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles
que se desviam; não se me pegará a mim” (Sl 101:3).
· Privilégios abusivos.
Não bastasse o primeiro terrível erro cometido pelo sacerdote Eliasibe, ainda cometeu outro,
favorecendo Tobias, permitindo que este residisse nas dependências do Santo Templo do Senhor, numa
câmara bem grande (Ne 13.5).
Quando Israel peregrinava no deserto, Balaque o rei dos moabitas, contratou Balaão a fim de que
amaldiçoasse o povo do Senhor. E não conseguindo desta forma, foi aconselhado de que promovesse festas
pagãs a fim de fazer pecar o povo do Senhor. Por isso, Deus havia prevenido Israel de que jamais deixasse
um amonita ou moabita entrar dentro do templo (Dt 23.3-6).
Semelhantemente, não podemos agir como este sacerdote, permitindo que pessoas que não
comungam da nossa fé tenham tanta intimidade conosco. Jamais devemos ceder espaço em nossa vida,
família, igreja a coisas que por Deus são condenadas.
Sigamos, pois o exemplo de Jesus que disse: “Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o
príncipe deste mundo, e nada tem em mim” (Jo 14:30).

II – A JUSTA INDIGNAÇÃO DO HOMEM DE DEUS
É simplesmente admirável como Neemias após retornar a Jerusalém, reage ao pecado do sacerdote
Eliasibe, conforme o relato bíblico: “E voltando a Jerusalém, compreendi o mal que Eliasibe fizera para


Tobias, fazendo-lhe uma câmara nos pátios da casa de Deus, o que muito me desagradou, de sorte
que lancei todos os móveis da casa de Tobias fora da câmara” (Nm 13.7,8).

III - CARACTERÍSTICAS DO LÍDER NEEMIAS
Com essa atitude, o servo de Deus, demonstrou possuir as seguintes características:

3.1. Zelo: Ao arrancar os móveis de Tobias de dentro da câmara que estava nos pátios da casa de Deus,
Neemias, estava zeloso pela causa divina. Segundo o dicionário esta palavra significa: dedicação, desvelo,
diligência em qualquer serviço. Foi esta mesma atitude que Jesus Cristo revelou ao se deparar com o
comércio irreverente que havia dentro do Templo: “E disse aos que vendiam pombos: Tirai daqui estes,
e não façais da casa de meu Pai casa de venda. E os seus discípulos lembraram-se do que está
escrito: O zelo da tua casa me devorará” (Jo 2.16,17);

3.2. Firmeza: Se Neemias fosse um líder que apenas usasse a emoção, jamais tiraria o moabita com seus
móveis de dentro da câmara do templo, considerando que foi o sacerdote Eliasibe quem o colora. No
entanto, ele mostra bastante firmeza em seu propósito, desagradando o sacerdote, porém agradando a
Deus. Conforme o dicionário a palavra firme significa: sólido, seguro, inalterável, resoluto, decidido. Tal qual
os três judeus que se opuseram a Nabucodonosor, não adorando a estátua de ouro que ele levantou, porque
estavam decididos em agradar a Deus, mesmo que isto lhes custasse a vida. Assim, devemos nos
comportar diante deste mundo que dia a dia nos convida a andarmos em seu curso, no entanto, nós
devemos permanecer andando conforme a Palavra de Deus (Sl 119:103);
3.3. Fidelidade: Esta terceira característica de Neemias, sem dúvida, é a principal delas. Pois, nenhum líder
poderá obter êxito em seu trabalho para Deus, se não fizer com lealdade, honradez, pontualidade, exatidão
e veracidade. Ele demonstrou fidelidade, honestidade, e transparência na administração dos recursos
financeiros, trazendo a memória do povo o compromisso com os dízimos e com as ofertas que sustentavam
os levitas, restituindo aos seus cargos os tesoureiros que cuidariam deste importante negócio (Ne 5.9-12;
12.44; 13.5,12). Deus preza pela fidelidade dos seus servos (Nm 12.7; I Sm 12.24; I Co 4.2). Isto Jesus
deixa claro, ao contar a parábola dos dez talentos. Nesta ilustração, podemos perceber que o senhor que
concedeu os talentos a três dos seus servos, lhes dá um prazo para que possam com eles render lucros. Ao
retornar, o senhor começa a conferir o resultado que eles obtiveram, e a sua palavra com os que
procederam corretamente, teve pelos menos três significados:

· Palavra da aprovação: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste
fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21-a).
· Palavra da promoção: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste
fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21-b).
· Palavra da recompensa: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste
fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25:21-c).

CONCLUSÃO
Concluímos que todo aquele que é chamado por Deus a fim de exercer liderança sobre o seu povo
deve se portar diante de Deus, da igreja e dos homens como um fiel homem de Deus, tendo por objetivo
agradá-lO e receber o Seu reconhecimento, custe o que custar.
REFERÊNCIAS
ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia Sagrada. Revista e Atualizada. Brasília: SBB, 1995.
LOPES, Hernandes Dias. Avivamento urgente. Vitória: Vida, 1994.
LOPES, Hernandes Dias. Neemias o líder que restaurou uma nação. São Paulo: Hagnos, 2006.
FRESTON, Paul. Neemias: um profissional a serviço do reino. São Paulo: ABU, 2003.
PACKER, J. I. Neemias paixão pela fidelidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.
RENOVATO, Elinaldo. Neemias integridade e coragem em tempos de crise. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.