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TV DOMINICAL

a marca da besta e a notícia

Posted by maximino

O pastor Ciro Zibordi publicou artigo sobre a marca da besta e a notícia de que supostamente o presidente norte-americano Pastor Ciro Zibordi critica sensacionalismo em torno do sinal da besta, previsto no Apocalipse: havia aprovado uma lei que obrigaria as pessoas a implantarem um microchip com dados médicos.

notícia surgiu através de um programa de TV sensacionalista e se tornou viral no Facebook. Com isso, veículos de comunicação replicaram  a notícia sem comprovar a informação na fonte.

Em seu texto, Zibordi afirma que os cristãos não precisam se "preocupar com isso", pois a marca da besta descrita no livro do Apocalipse é um "sinal do Anticristo [...] não revelada nas Escrituras, que separará os seguidores da Besta como adoradores conscientes desse preposto de Satanás".

Para o pastor assembleiano, o "sinal do Anticristo é uma marca, não revelada nas Escrituras, que separará os seguidores da Besta como adoradores conscientes desse preposto de Satanás".

Confira abaixo a íntegra do artigo "Obama 'aprovou' a implantação de biochips. E daí?", de Ciro Zibordi:

Alguns sites (sensacionalistas, em sua maioria) estão divulgando que Barack Obama aprovou a implantação de biochips nos EUA como parte da reforma para a saúde em 2013. Tudo indica que essa notícia não passa de mais um factoide, produzido pelos conspiracionistas de plantão. Mas, e se ela fosse verdadeira? Em que isso nos afetaria?

Não é de hoje que a possibilidade de implantação de um chip no corpo humano assusta os incautos. E alguns pregadores, aproveitando-se disso, citam Apocalipse 13.14-16 para afirmar que tal microchip de 7 mm de comprimento e 0,75 mm de largura (tamanho de um grão de arroz) seria o sinal da Besta…

Segundo alguns especialistas que consultei, os tais biochips não seriam implantados na mão ou na testa (como alguns pensam), e sim na parte carnuda do braço, a fim de não interferirem na articulação e na função muscular. E a sua extração seria feita facilmente através de um procedimento cirúrgico simples.

Se alguém se acidenta e precisa de cuidados médicos emergenciais, não há muito tempo para a realização de exames pré-cirúrgicos. Nesse caso, se o paciente tiver um chip sob a pele contendo todo o seu histórico, isso ajudará, e muito, os médicos a adotarem a conduta correta.

Quanto ao sinal da Besta, não precisamos nos preocupar com isso. Por quê? Porque a Igreja não o receberá em hipótese alguma! Esse sinal não é um chip. Trata-se, na verdade, de uma marca para aqueles que, não tendo sido arrebatados pelo Senhor Jesus, escolherão, conscientemente, adorar a Besta (Anticristo). Eles serão convencidos pela segunda Besta, o Falso Profeta, de que o Anticristo é o "salvador do mundo".

Segue-se que o sinal do Anticristo é uma marca, não revelada nas Escrituras, que separará os seguidores da Besta como adoradores conscientes desse preposto de Satanás. Graças a Deus, os salvos já estão marcados pelo sangue do Cordeiro e serão arrebatados antes da manifestação do Homem do pecado! Por que, então, precisamos nos preocupar com o sinal da Besta?

Ciro Sanches Zibordi




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Governo proíbe outdoor com anúncio “Jesus Cura o Câncer”

Posted by maximino

Governo proíbe outdoor com anúncio

Na Nova Zelândia, uma igreja espalhou pelas ruas da cidade de Napier vários outoors com a frase, "Jesus Cura o Câncer – Conheça uma igreja diferente", os anúncios foram proibidos pelo Advertising Standards Authority, que é o órgão regulador do país, após a denúncia da mãe de um garoto com câncer, que considerou o outdoor uma propaganda enganosa.

"Sendo mãe de um menino de três anos que passou os últimos 18 meses lutando contra a leucemia, achei o cartaz ofensivo e perturbador. Ele não demonstra nenhuma compaixão e compreensão aos que enfrentam um câncer ou perderam entes queridos para essa doença", citou Coldin, a mulher que fez a denúncia.

Ela ainda disse que o anúncio instiga falsas esperanças, podendo atrair pessoas vulneráveis, "Eu ficaria mais feliz se o outdoor dissesse 'Jesus cura', algo que poderia ser interpretado como cura espiritual ou emocional, o que eu acredito estar mais de acordo com o que a igreja pode oferecer", disse a autora da denúncia.

Os responsáveis pelo anúncio explicaram que jamais tiveram intenção de ofender alguém. Eles retiraram o outdoor e substituíram por outra frase, um versículo bíblico, dizendo "Jesus cura todas as enfermidades e doenças – Mateus 4:23".

Outro representante da igreja afirma que creem nos relatos bíblicos sobre as curas que isto já aconteceu com membros da igreja, "nossa crença é justificada pelo fato de que seis pessoas de nossa congregação testemunharam que Jesus as curou do câncer". Mas, na análise da Advertising Standards Authority, o outdoor violou o código de ética da publicidade, por ser uma declaração contundente de algo que é apenas a crença específica daquela igreja.


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Pesquisador escreve sobre a origem do neopentecostalismo brasileiro e ressalta divisão entre igrejas: “Outros dissidentes surgirão”. Leia na íntegra

Posted by maximino

A origem do neopentecostalismo brasileiro e suas ramificações foi tema de um artigo escrito pelo jornalista Johnny BernardoPesquisador escreve sobre a origem do neopentecostalismo brasileiro e ressalta divisão entre igrejas: que é pesquisador da religiosidade brasileira.

Em seu artigo, Johnny relata a origem do movimento dos Estados Unidos: "Quando falamos de neopentecostalismo, estamos nos referindo aos grupos cuja origem remonta aos movimentos de confissão positiva dos EUA, através de líderes como Essek William Kenyon e Kenneth Hagin".

O movimento neopentecostal no Brasil, segundo Johnny Bernardo, surgiu através do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, e que antes, havia sido adepto do catolicismo e espiritismo.

Johnny menciona a parceria entre Edir Macedo e R. R. Soares na fundação da Igreja Universal e a primeira dissidência da denominação, já em 1980, quando Soares resolveu abandonar a Universal, "descontente com a prepotência e o espírito mercantilista de Edir Macedo", para fundar a Igreja Internacional da Graça de Deus.

O jornalista cita também a recente dissidência na Igreja Mundial do Poder de Deus, que deu origem à Igreja Mundial Renovada, fundada pelo bispo Roberto Damázio, que até 2010 era o terceiro na linha de comando da denominação do apóstolo Valdemiro Santiago.

O movimento neopentecostal possui diversas ramificações, entre elas, a Igreja Renascer em Cristo, a Sara Nossa Terra, Bola de Neve Church, entre outras.

Confira abaixo a íntegra do artigo "As raízes do neopentecostalismo brasileiro", de Johnny Bernardo, para o site Genizah:


Em maio de 2010 surgia a mais nova denominação neopentecostal brasileira: a Igreja Mundial Renovada. Também conhecida como Igreja Renovada da Fé em Jesus Cristo, a IMR surgiu um mês após a saída do Bispo Roberto Damásio da Igreja Mundial do Poder de Deus. Membro da cúpula da IMPD (à época, terceiro no poder após o Bispo Josivaldo Batista), Roberto Damásio anunciou a sua saída no dia 20 de abril, sem revelar os reais motivos. No mês seguinte, a IMR estreia seu primeiro programa na NGT. Passados quase dois anos (completará no próximo mês, 29), a Igreja Mundial Renovada já possui diversas filiais pelo Brasil e chegou à África. Sua presença nos meios de comunicação continua ativa e em fase de 


crescimento, com participação nas tardes e madrugadas da Rede TV, além de diversos programas radiofônicos.

O rápido crescimento da IMR e de outras denominações neopentecostais se explica em parte pela ofensiva de sua liderança e pelo espírito mercantilista que caracteriza suas atividades. O poder da comunicação e a ênfase nas campanhas de cura e libertação são características comuns do Neopentecostalismo. Quando falamos de neopentecostalismo, estamos nos referindo aos grupos cuja origem remonta aos movimentos de confissão positiva dos EUA, através de líderes como Essek William Kenyon e Kenneth Hagin. No Brasil, apesar de estabelecida a década de 70 como o período em que começa a se desenvolver o que Paul Freston chama de "terceira onda pentecostal", o neopentecostalismo surge a partir de um conjunto de elementos característicos da "segunda onda pentecostal", como o uso da mídia audiovisual na difusão doutrinária, o liberalismo, o combate às religiões de possessão e as campanhas de prosperidade.


A Igreja do Evangelho Quadrangular e a Igreja Cristã de Nova Vida foram os celeiros de onde o atual movimento neopentecostal surgiu e se estruturou. Harold William e Raymond Boatrigtht, atores e missionários enviados ao Brasil pela Igreja Internacional do Evangelho Quadrangular, romperam com o tradicionalismo pentecostal brasileiro ao introduzir no país o pentecostalismo de costumes liberais. Começando por São João da Boa Vista (SP), em 1951, a IIEQ alcançou a capital do Estado em 1954, daí se espalhando por todo o país. À IIEQ se aliaram diversos lideres e membros das igrejas pentecostais e das igrejas históricas, atraídos pela mensagem de cura divina, propagadas a partir de São Paulo e tendo como ponto de apoio os programas radiofônicos.

Do Canadá, veio o Bispo Walter Robert MacAlister, que, a convite da IIEQ, pregou no Rio de Janeiro e em outros estados do Brasil, atraindo um grande número de seguidores. Depois de passar pelas Filipinas, Taiwan, Hong Kong e Paris, MacAlister decidiu se estabelecer no Brasil, morando primeiro em São Paulo e depois no Rio de Janeiro. Era o ano de 1959 quando MacAlister, sua esposa e filhos decidem se mudar para o Brasil. Dos filhos do casal (eles tiveram dois), Walter Robert MacAlister Jr. sucederia o pai na direção da Igreja Cristã de 


Nova Vida, algumas décadas depois. Estabelecido no bairro do Bonsucesso, em 1964, o primeiro templo da ICNV serviu de base para a inauguração, em 1971, do templo sede em Botafogo. A existência da ICNV está associada às campanhas de cura e libertação, promovidas pelo Bispo MacAlister, primeiro na Rádio Copacabana, em 1960, e depois com o programa Coisas da Vida, na extinta TV Tupi, a partir de 1978. No começo da década de 80, MacAlister abdica da pregação televisiva ao afirmar que a "televisão cria monstros" – talvez em referência ao Bispo Edir Macedo, que, à época, dava seus primeiros passos na telinha, em um programa intitulado "O Despertar da Fé", também veiculado pela TV Tupi, canal 6.

O pai do neopentecostalismo brasileiro

Natural do Rio de Janeiro, Edir Macedo abandonou o curso universitário sem o concluir. Dizia ser uma pessoa deprimida. Procurou alívio no Catolicismo, não encontrando. Fez-se então adepto do espiritismo, sofrendo nova decepção. Depois de algum tempo se converteu ao pentecostalismo, ingressando na Igreja Cristã de Nova Vida. Da convivência com os irmãos, conhece seu futuro genro e parceiro de ministério, Romildo Soares – mais tarde 


Missionário R.R. Soares. Era 1968. Quatro anos depois deixam, juntamente com Roberto Augusto Alves e os irmãos Samuel e Fidelis Coutinho, a ICNV, quando, no mesmo ano, fundam a Igreja Cruzada do Caminho Eterno. Em 1977, após a saída dos irmãos Coutinho da ICCE, Edir Macedo, Romildo Soares e Roberto Augusto mudam o nome da denominação para Igreja Universal do Reino de Deus, começando na Abolição (zona norte do Rio de Janeiro) – Roberto Alves, que sagrou Edir Macedo como Pastor e recebeu deste também a unção, regressou à ICNV. Descontente com a prepotência e o espírito mercantilista de Edir Macedo, Romildo Soares deixa também a IURD para fundar, em 1980, a Igreja Internacional da Graça de Deus.
Único no poder, Edir Macedo coloca em prática parte de sua experiência e aprendizagem na Igreja Cristã de Nova Vida e associa a está o liberalismo da Quadrangular, criando em pouco tempo um império que, três anos depois, alcança os EUA, ao fundar a primeira IURD em Monte Vermont, Nova York. Nove anos depois chega a Portugal, e em 1996 funda a primeira IURD no Japão. Segundo Campos, o sucesso da Igreja Universal pode ser medido ainda pelo número de templos abertos até 1995: 2.014 no Brasil e 236 em 65 países, nos quais são atendidos cerca de quatro milhões de pessoas, que participam dos "cultos", "correntes de fé" e "campanhas de fé". (Lusotopie, 1999, p. 355)


Embora discordante de alguns pontos defendidos por MacAlister, Edir Macedo se apropria de parte de sua mensagem, que envolvia cura divina e prosperidade por meio da fé. Deu prosseguimento, também, ao trabalho nos meios de comunicação, elegendo a televisão como seu cavalo de Tróia. Até então explorada por pentecostais, como a Assembleia de Deus, e igrejas históricas, como a Batista e a Presbiteriana, a televisão passa a ser palco, nos anos seguintes, do trabalho de convencimento e propaganda da Igreja Universal e da Igreja Internacional da Graça de Deus e, futuramente, da Igreja Mundial do Poder de Deus. As pentecostais e históricas ocupariam uma pequena parcela de horários, com exceção do programa "Vitória em Cristo", antes sem denominação oficial, mas a partir de 2010 ancorada na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, sendo Silas Malafaia o presidente.

Da IURD à Mundial Renovada

Da Igreja Universal do Reino de Deus surgiriam inúmeras outras igrejas neopentecostais, com exceção da Renascer em Cristo (de origem pentecostal – seus fundadores eram membros da Igreja Pentecostal da Bíblia, Jabaquara, SP), da Igreja Evangélica Cristo Vive (fundada pelo ex-pastor da Igreja Cristã de Nova Vida, o angolano Miguel Ângelo) e de grupos minoritários, como a Bola de Neve (fundada pelo Apóstolo Rina, ex-pastor da Renascer em Cristo) e Sara Nossa Terra (fundada pelos bispos Robson e Maria Rodovalho, de origem presbiteriana).


Da Igreja Universal surgiria, ainda no fim da década de 70, uma dissidência organizada pelos irmãos Coutinho. As duas maiores dissidências da IURD, entretanto, surgiriam nas décadas seguintes: a Igreja Internacional da Graça de Deus (1980) e a Igreja Mundial do Poder de Deus, do Apóstolo Valdomiro Santiago (1998). Da IIGD não se conhece nenhuma dissidência, mas da IMPD surgiriam, entre 2010 e 2011, quatro igrejas: a Igreja Mundial Renovada (05/2010), Igreja Missionária do Amor (08/2010), o Templo Mundial Resgate da Fé (09/2010) e a Igreja Evangélica Celeiro de Deus (10/2011). Das igrejas dissidentes, três foram fundadas por aliados de Valdomiro Santiago: Givanildo de Souza (segundo na cúpula da IMPD e fundador da IMA), Roberto Damásio (terceiro na ordem e fundador da IMR) e Sebastian de Almeida (homem de confiança da IMPD e fundador do TMRF). Do quadro original de dirigentes e apresentados em matéria publicada pela revista Época, apenas Francileia de Oliveira (esposa de Valdomiro Santiago) e Ronaldo Didini (ex-homem de confiança de Edir Macedo, e consultor de mídia da IMPD) permanecem ao lado do fundador. Para às igrejas dissidentes também seguiriam, em grande número, outros bispos da IMPD. Outros líderes e igrejas dissidentes surgirão nos próximos dias. Aguarde!


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A Carta à Igreja em Pérgamo

Posted by maximino

A Carta à Igreja em Pérgamo


A igreja em Pérgamo se encontrou numa situação difícil. Por todos os lados, os vizinhos praticavam idolatria e deram honra aos governantes romanos. Os cristãos não abandonaram a verdade do Senhor, o único verdadeiro Soberano. Mas, tanta influência de falsas doutrinas teve um impacto negativo na igreja, poluindo a congregação com doutrinas falsas que incentivavam os irmãos a praticaram idolatria e imoralidade. Jesus chama a igreja ao arrependimento para evitar o castigo divino.

Ao Anjo da Igreja em Pérgamo (Apocalipse 2:12-17)

A igreja em Pérgamo (12): O único livro do Novo Testamento que cita a cidade ou a igreja em Pérgamo é o Apocalipse. Com a ajuda dos romanos, Pérgamo ganhou independência dos selêucidas em 190 a.C., e passou a fazer parte do império romano a partir de 133 a.C. Durante mais de 200 anos, foi a capital da província romana da Ásia. Teve a maior biblioteca fora de Alexandria, Egito. Foi o povo de Pérgamo que começou a usar peles de animais para fazer pergaminho, substituindo o papiro.

Aquele que tem a espada afiada de dois gumes (12): A espada representa autoridade e o poder para julgar e castigar. É Jesus, e não o governo romano, que segura esta espada (1:16).

Conheço o lugar em que habitas, onde está o trono de Satanás (13): Os cristãos em Pérgamo eram vizinhos do diabo! Jesus, sempre vigiando para ajudar o seu povo, sabia muito bem da circunstância difícil naquela cidade. Desde 29 a.C., foi o local de um templo dedicado a Roma e Augusto (idolatria oficial do governo romano). Mais tarde, foram erigidos outros templos para a honra dos imperadores Trajano e Severo. Além desses templos para o culto imperial, o povo de Pérgamo adorava outros "deuses", tais como Zeus, Atena, Dionisio e Asclepio. Encontramos em Pérgamo uma mistura dos poderes do mal – religiões falsas e o poder oficial do governo romano. Enquanto seus vizinhos sacrificavam aos demônios (veja 1 Coríntios 10:19-20), os discípulos de Cristo reconheciam o único Deus como Senhor.

E que conservas o meu nome e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas (13): Jesus elogia a perseverança dos cristãos de Pérgamo, que foram fiéis à fé de Jesus, mesmo sob perseguição intensa. A minha fé (a fé de Jesus) é a palavra de Cristo revelada aos homens (veja Judas 3). Antipas é mencionado somente aqui. Evidentemente foi um mártir, provavelmente da própria congregação em Pérgamo. Foi morto entre eles, na cidade onde Satanás habitava. Antipas se mostrou fiel até a morte (veja 2:10). Testemunha vem da palavra grega martus. É a mesma palavra usada para descrever Jesus em 1:5. Com tempo, passou a ser usada para identificar pessoas que morreram por seu testemunho de fé, e assim usamos a palavra mártir.

Tenho, todavia, contra ti algumas coisas (14): Apesar da perseverança dos cristãos em Pérgamo, haviam problemas graves ameaçando o bem-estar da congregação. Eles se mostraram tolerantes em relação a falsas doutrinas, especificamente dois erros citados nesta carta.

A doutrina de Balaão (14): A descrição da doutrina de Balaão refere-se à história do Velho Testamento (Números 22-25; 31:16). No final dos 40 anos de peregrinação, os israelitas chegaram perto da terra prometida. Acamparam-se nas campinas de Moabe, e os moabitas e midianitas ficaram amedrontados. Balaque chamou Balaão para amaldiçoar o povo, mas Deus frustrou todas as suas tentativas de falar contra os israelitas. Balaão desistiu de suas maldições, mas procurou outra maneira de vencer o povo de Israel. Deu o conselho de convidá-los a participarem de uma festa idólatra. Nesta festa, muitos israelitas se envolveram na idolatria e na imoralidade, e Deus mandou uma praga que matou 24.000 israelitas.

A doutrina de Balaão foi a doutrina que Balaão ensinava, não apenas a doutrina sobre a pessoa de Balaão. Semelhantemente, a doutrina de Cristo não é apenas o ensinamento sobre a pessoa de Cristo. A doutrina de Cristo inclui o que Jesus ensinava. Considere a importância deste fato em relação a textos como Tito 2:10; Hebreus 6:1e 2 João 9. Se alguém for além do ensinamento dado por Jesus, não tem Deus.

Na igreja em Pérgamo, algumas pessoas agiam como Balaão. Incentivavam o povo a tolerar outras religiões, até participando da idolatria e da prostituição. A sua doutrina foi basicamente igual às idéias atuais de pluralismo (aceitação de diversas religiões como igualmente boas) e sincretismo (juntando duas ou mais religiões).

A doutrina dos nicolaítas (15): A Bíblia não identifica esta doutrina. Mas, diz que Jesus odiava as obras dos nicolaítas e elogia os efésios por rejeitar esses ensinamentos (2:6). Infelizmente, a igreja em Pérgamo tolerava esses falsos mestres.

 

Deus condena a tolerância de falsas doutrinas. Às vezes, os homens valorizamtanto a unidade entre pessoas (dentro de uma congregação ou até entre congregações diferentes) que desvalorizam a doutrina pura de Jesus. Toleram falsos ensinamentos e até práticas proibidas, como a imoralidade e a idolatria, mas insistem na importância de manter uma "igreja unida". Se persistir nesseerro, o próprio Jesus trará o castigo. A unidade entre discípulos é importante, mas a pureza da palavra é mais importante do que a paz entre homens (Tiago 3:17). Uma igreja que serve a Jesus necessariamente rejeitará falsos mestres e suas doutrinas erradas.

Portanto, arrepende-te; e, se não, ... contra eles pelejarei (16): O arrependimento exigido é da igreja, pois ela tolerava esses falsos mestres. Os professores das doutrinas de Balaão e dos nicolaítas precisariam se arrepender, também, ou serem rejeitados (veja Romanos 16:17-18; Tito 3:10-11). Uma igreja que tolera falsos professores se torna cúmplice do pecado. Se ela não se arrepender, Jesus usará a espada de dois gumes (2:12; 1:16) para trazer seu castigo sobre ela.

Quem tem ouvidos, ouça (17): Como em todas as sete cartas, Jesus chama os ouvintes a darem a atenção devida a sua palavra.

Ao vencedor (17): Todas as cartas, também, incluem a promessa sobre a vitória. Aqueles que persistem até o final receberão a recompensa. Nesta carta, a bênção para o vencedor é descrita em duas partes:

● O maná escondido: Aqueles que recusaram qualquer participação na mesa dos demônios seriam sustentados pelo maná de Deus. Jesus é o maná dado pelo Pai (veja João 6:31-65). Ele sustenta os fiéis e lhes dá vida. A mensagem de Jesus continua oculta para os sábios deste mundo (veja 1 Coríntios 2:6-10).

● Uma pedrinha branca com um nome novo escrito: Um nome novo, freqüentemente, sugeria uma nova direção na vida, especialmente de uma pessoa abençoada por Deus (exemplos: Abrão > Abraão; Sarai > Sara; Jacó > Israel). Em Isaías 62:2-4, Desamparada e Desolada recebem nomes novos: Minha-Delícia e Desposada, mostrando a bênção de estar com Deus. Veja, também, 3:12. A pedrinha branca pode incluir vários significados, conforme os costumes da época. Pedras brancas foram usadas para indicar a inocência de pessoas acusadas de crimes; Jesus inocenta os seus seguidores fiéis. Pedras brancas foram dadas a escravos libertados para mostrar sua cidadania; os fiéis não são mais escravos do pecado, pois se tornaram cidadãos da pátria celestial (Filipenses 3:20). Foram usadas pelos romanos como um tipo de ingresso para alguns eventos; Jesus permite os fiéis entrarem na presença dele para o seu banquete (veja 19:6-9). Também foram dadas aos vencedores de corridas e aos vitoriosos em batalha. Os fiéis são vencedores que receberão o prêmio (2 Timóteo 4:7-8).

Conclusão

Devemos imitar a perseverança dos discípulos em Pérgamo, mantendo firme a nossa fé, mesmo se encararmos ameaças e perseguições. Ao mesmo tempo, não devemos negligenciar outras responsabilidades diante de Deus. Servimos um Deus puro, e devemos manter e defender a doutrina pura que ele revelou. Qualquer doutrina que incentiva a idolatria ou a imoralidade vem do diabo. Procuremos o maná que vem de Deus para nos sustentar para sempre.


Culto Evangelístico do V Congresso da UMADEV.Assembleias de Deus

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Culto Evangelístico do V Congresso da UMADEV, reunindo todas as mocidades de Vitória de Santo Antão.
HORÁRIO: 18:30 - 21h
LOCAL: Praça Duque de Caxias, Vitória-PE.07/04/2012
PRELEITOR: Pr. Jairo Teixeira (Dn 2.28a)
VIDAS SALVAS: 44











CRISTO, O REVELADOR GLORIFICADO

Posted by maximino

 

Texto Áureo: Ap. 1.17,18 – Leitura Bíblica: Ap. 1.9-18
Prof. José Roberto A. Barbosa
Twitter: @subsidioEBD
INTRODUÇÃO
Em continuidade à contextualização das Cartas às Sete Igrejas do Apocalipse, destacaremos, na aula de hoje, a visão dada a João, do Cristo Glorificado. A princípio, ressaltaremos a figura do Revelador, que é o próprio Cristo, em seguida, as características da Sua glorificação. E por fim, a reação de João, que deva ser a de todos nós, diante do Cristo Glorificado.

1. CRISTO, O REVELADOR GLORIFICADO
João recebeu de Cristo a ordem para que enviasse às sete igrejas da Ásia menor as visões que lhes seriam reveladas (Ap. 1.9). O Apóstolo Amado estava em espírito, no Dia do Senhor (Ap. 1.10), ao que tudo indica, um dia de domingo, já que esse era o dia em que os primeiros cristãos se reuniam (At. 20.7; I Co. 16.2). "Em espírito" aponta para uma experiência sobrenatural, talvez semelhante ao arrebatamento experimentado por Paulo, registrado em II Co. 12.2. João teve, então, sua primeira visão, sete candeeiros de ouro, que representavam a igreja, tendo em vista que essa é a luz do mundo (Mt. 5.14). No meio dos candeeiros de fogo João viu um semelhante a filho de homem, certamente o mesmo que fora visto por Daniel (Dn. 7.13), a Sua cabeça e cabelos eram brancos como alva lã, como neve, representando Sua santidade e divindade. Os olhos de fogo revelam Sua vitória sobre os inimigos (Ap. 19.12). Seus pés semelhantes ao bronze polido, como refinado numa fornalha destacam Sua força e poderio, pois Ele tinha na mão direita sete estrelas. Sendo Ele a Palavra, sai, da Sua boca, uma afiada espada de dois gumes. A Palavra de Deus que é a espada do Espírito (Ef. 6.17), espada afiada, capaz de discernir as intenções do coração humano (Hb. 4.12). Ele, como aconteceu no princípio, cria uma nova realidade a partir da Sua palavra, como Deus, que, ao falar, a tudo fez (Gn. 1.3).

2. CARACTERÍSTICAS DA GLORIFICAÇÃO DE CRISTO
Essa é uma visão extraordinária, que chamou a atenção de João, inicialmente por Sua supremacia. Jesus é a maior autoridade em meio às igrejas, pois foi Ele quem derramou sangue para resgatá-la (Ap. 1.18,19). Os interesses humanos, inclusive os da liderança cristã, devem submeter-se à voz dAquele que é o Cabeça da Igreja (Ef. 1.22; 5.23; Cl. 1.18). Suas vestes caracterizam a soberania, pois as vestes compridas e o cinto de ouro era uma marca daqueles que tinham autoridade. Após a ressurreição Jesus declarou que todo o poder havia sido lhe dado no céu e na terra (Mt. 28.18). Ele é o Santo, pois não conheceu pecado (Hb. 4.15), o Justo (At. 3.14), o Santo de Deus (Lc. 4.34), nEle não há pecado (I Jo. 3.5). Seu olhar, como chamas de fogo, aludem à capacidade de ver todas as coisas, que se tornam patentes aos Seus olhos (Hb. 4.13). Ele conhece os pensamentos humanos, e os perscruta (Lc. 6.8), bem como os corações (Jo. 2.25), por isso pode se dirigir às igrejas dizendo que as conhece (Ap. 2.2,9,13,19,3.1,8,15). Cristo é graça e amor, mas as igrejas não podem esquecer que Ele, é Fogo Consumidor, que julga o Seu povo através do fogo (I Co. 3.13-15). Por isso aponta os erros das igrejas (Ap. 2.4,14,15,20; 3.1; 3.15, 16). Essas são as características do Cristo Glorificado, que, após a Sua morte e ressurreição, subiu à destra do Pai, recebendo a glória que lhe pertencia antes da fundação do mundo (Jo. 17.5).

3. ADORAÇÃO DIANTE DO CRISTO GLORIFICADO
Diante do Cristo Glorificado, a igreja somente pode prostrar-se e, em submissão, adorar Aquele que é o Primeiro e o Último, que foi morto, mas que está vivo para todo o sempre, o Amém, que tem a chave da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Por isso, João, ao ver o Cristo Glorificado, cai aos seus pés, como morto. Desde a Antiga Aliança, ninguém podia ver a face de Deus (Ex. 33.20), as manifestações divinas provocavam assombro (Ez. 1.28-29; 3.22,23; 44.4). Isaias, no seu chamado para ser profeta, sentiu a miserabilidade do seu pecado, e clamou por perdão (Is. 6.1-5). Saulo, o perseguidor da igreja, não conseguiu ficar de pé diante da revelação e da voz que o impactou no caminho de Damasco (At. 9.3-5). Diante das grandezas das revelações de Cristo, devemos nos humilhar em reconhecimento a Sua potente mão (I Pe. 5.5,6). Muitas igrejas estão perdendo o temor pelo Senhor, não percebem que esse é o princípio da sabedoria espiritual (Pv. 1.7; 9.10; Ec. 12.13). Precisamos atentar para o exemplo de Jó, homem fiel a Deus, que O temia, por isso, se desviava do mal (Jó. 1.8). Quando tememos a Deus a ninguém mais temeremos (Mt. 10.28), pois Ele está no controle de todas as coisas, inclusive da morte e do inferno (Ap. 1.17,18). Isso porque a morte e o inferno não foram capazes de detê-LO. Ele é o Deus Vivo, o mesmo ontem e hoje e eternamente (Hb. 13.8)

CONCLUSÃO
A visão do Cristo Glorificado proporcionou a João a compreensão espiritual dos mistérios de Deus. Podemos ter o entendimento de tais revelações através das páginas da Escritura, no registro bíblico de que as sete estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete castiçais, as sete igrejas (Ap. 1.20). Diante de tais verdades, mantenhamo-nos, humildes, pois a Palavra é revelada aos pequeninos (Mt. 11.25), não aos orgulhosos (I Co. 3.1-3). Imbuídos dessa sensibilidade, permaneçamos com os ouvidos espirituais atentos para ouvir o que o Espírito diz às igrejas (Ap. 3.6).

BIBLIOGRAFIA
LADD, G. Apocalipse: introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 1980.
LAWSON, S. L. As sete igrejas do Apocalipse. Rio de Janeiro: CPAD, 2010.


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Revelação de Jesus a João

Posted by maximino

Apocalipse 

Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse « Infinitomaizum – Inteligência ... | http://infinitomaizum.wordp...
(Revelação  de Jesus a João)

O último livro da Bíblia segundo a disposição da maioria das traduções, embora não tenha sido o último a ser escrito. É também chamado de Apocalipse de João, o Apóstolo.

O Escritor, e Quando e Onde Foi Escrita. O apóstolo João cita a si mesmo como escritor deste livro e indica que o local de escrita foi a ilha de Patmos, onde João estava exilado na época por ser pregador da Palavra de Deus e testemunha de Jesus Cristo. (Ap 1:1, 9) A época da escrita foi possivelmente cerca de 96 dC.

Estilo e Por Que É Apropriada. O livro está escrito em forma de carta, pormenorizando uma série de visões apresentadas em ordem apropriada, em progressão regular, atingindo por fim uma visão culminante. Fornece uma conclusão adequada para a Bíblia inteira. 
O livro parece estar elaborado à base duma série de grupos de sete. A abertura de sete selos leva ao toque de sete trombetas, daí a sete pragas. Há sete candelabros, sete estrelas, sete trovões, e muitas outras coisas em grupos de sete, evidentemente porque o número sete representa inteireza, e o livro trata da conclusão do segredo sagrado de Deus.  Ap 10:7;

Autor e Canal.   Deus, o Todo-poderoso, é o autor do livro, e o canal de informações é Jesus Cristo, que as enviou e apresentou a João por meio de seu anjo. (Ap 1:1) O Espírito de Deus é representado como sétuplo, atuando assim em sua capacidade máxima para transmitir esta revelação. João recebeu ordem divina de escrever.  1:4, 11.

Propósito. Embora algumas das coisas vistas por João em sua visão pareçam aterrorizantes  os animais, os ais, as pragas  o livro não foi escrito para aterrorizar, mas para confortar e encorajar os que o lêem com fé. Pode conduzir o leitor a bênçãos. De fato, o escritor do livro declara, logo de início: "Feliz ["abençoado", KJ] é quem lê em voz alta, e os que ouvem as palavras desta profecia e observam as coisas escritas nela." (Ap 1:3João também diz que o propósito do livro é mostrar aos servos de Deus as coisas que "têm de ocorrer em breve". 1:1,2.

Dá Testemunho de Jesus. Em Apocalipse 19:10, o anjo diz a João: "Dar-se testemunho de Jesus é o que inspira o profetizar [literalmente: "é o Espírito da profecia"]." Ou seja, a intenção e o propósito de toda profecia é chamar a atenção para Jesus Cristo. Pouco antes no versículo 10, o anjo disse a João, que se prostrara diante dele: "Adora a Deus", e o apóstolo Paulo dissera que "Deus o enalteceu [isto é, a Cristo] a uma posição superior e lhe deu bondosamente o nome que está acima de todo outro nome, a fim de que, no nome de Jesus, se dobre todo joelho dos no céu, e dos na terra, e dos debaixo do chão, e toda língua reconheça abertamente que Jesus Cristo é Senhor, para a glória de Deus, o Pai." Portanto, magnificar a Jesus Cristo e familiarizar-se com o conhecimento dele resulta em melhor conhecimento de Deus e dos Seus propósitos, dando-se assim a glória a Deus acima de tudo.  Fil 2:9-11 
O motivo de a profecia dar testemunho de Jesus é que Jesus é aquele por meio de quem Deus realiza seus propósitos no que diz respeito à santificação do Seu nome, à destruição da iniqüidade e à bênção da humanidade. "Cuidadosamente ocultos nele [Cristo] se acham todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento." (Col 2:3) Ele é a Semente da promessa, Aquele em quem o segredo sagrado é revelado. Desde o começo dos tratos de Deus com os homens depois da rebelião de Adão, Deus fez com que Cristo fosse predito e prefigurado e indicou aos homens o Reino de Deus nas mãos de seu Filho.  Gên 3:1522:18Gál 3:162Sa 7:12-16Sal 2:6-12110:1-7;Ez 21:27At 2:29363:19-261Ti 3:16.

Em linguagem simples, qual é o significado de "Apocalipse"? 
O primeiro capítulo do livro que conclui a Bíblia chama nossa atenção para Aquele que está acima de tudo, o Originador da mensagem do Apocalipse. Deus, o Todo-poderoso, "o Alfa e o Ômega". Fornece uma visão de Jesus Cristo, mostrando-o como tendo morrido, mas agora estando vivo, com grande poder no céu. Os que participam com ele em suas tribulações e no Reino são a seguir postos em cena, e o interesse e a benevolência de Cristo para com eles são manifestados em suas mensagens aos "anjos" das sete congregações.  Ap 1-3. 
Daí, pelo Espírito de inspiração, João é levado para os céus para começar a ver "as coisas que têm de ocorrer". Ele recebe uma visão do trono de Deus e do que o cerca, e descreve Aquele que está sentado no trono como glorioso, supremo, entronizado em perfeita serenidade e calma. Ap 4. 
A posição gloriosa do "Cordeiro" de Deus, Jesus Cristo, é retratada como a daquele que é igual  a  Deus, o único no céu e na terra qualificado para aproximar-se de Deus a fim de desvendar a revelação do propósito de Deus. Dá-se atenção a um rei-guerreiro (pelo visto também Jesus) que cavalga "vencendo e para completar a sua vitória". Mostra-se o resultado disso para a terra, especialmente para os inimigos de Deus, quando esse rei começa a sua cavalgada, bem como o propósito de Deus de vingar de seus inimigos o sangue de seu povo.  Ap 5, 6. 
Mostra-se como Deus encara seus servos na terra, os que foram escolhidos por ele para participar no Reino celestial, no fato de ele impedir a ação destrutiva até que esses servos sejam 'selados nas testas'. Revela-se que o pleno número dos selados é 144.000. Mostram-se então outros não selados e cujo número é ilimitado, que se tornam servos de Deus e escapam da destruição causada pela "grande tribulação". Relatam-se os julgamentos de Deus contra vários segmentos dos seus inimigos na terra, bem como a batalha que esses inimigos travam contra o povo de Deus. Isto conduz aos esforços do arquiinimigo, o dragão, Satanás, o Diabo, de frustrar o propósito de Deus de produzir o "filho, um varão, que há de pastorear todas as nações com vara de ferro". A seguir, vêem-se feras, que simbolizam instrumentos que esse arquiinimigo usa para lutar contra os remanescentes da semente da mulher e para tentar impedir a conclusão da obra de selagem. Ap 7-13 . 
Todas essas tentativas de Satanás falham completamente. Os 144.000 são vistos vitoriosos, em pé com o Cordeiro no monte Sião, tendo na testa o nome do Pai e o do Cordeiro e cantando como que um novo cântico perante as criaturas celestiais. Depois de esses e de uma "grande multidão",  chega o tempo para a grande "videira da terra" ser pisada no lagar.  Ap 14.

Os julgamentos finais de Deus são retratados com outro simbolismo. Sete anjos recebem sete tigelas da ira de Deus. Eles saem para executar esta obra final. Um dos principais inimigos de Deus e da "noiva" de Cristo recebe atenção, a saber, "Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes", "a grande cidade que tem um reino sobre os reis da terra". Sua aliança com a fera de sete cabeças rui, e a fera fica furiosa com ela, come sua carne e a queima. O lamento daqueles que lucravam com seus tratos com ela é grande, mas o céu se alegra.  Ap 15-18. 
Babilônia, a Grande, qual "mãe das meretrizes", logicamente tentaria tudo para seduzir a "noiva" de Cristo a fim de torná-la infiel ao seu prometido marido (2Co 11:2, 3;Ef 5:25-27) e, desta forma, fazer dela outra meretriz. Assim, a alegria celestial é acentuada, porque os esforços corrompedores de Babilônia, a Grande, são frustrados. A grande meretriz acha-se então fora do caminho, e a noiva ganha a vitória. Ela se preparou para seu Noivo. Portanto, é hora de ocorrer o casamento do Cordeiro. Todos os convidados para o casamento se alegram. Deus dá então início a uma nova fase em seu reinado, tendo a grande meretriz desaparecido como rival da adoração pura. Ap 19:1-10. 
Mas os outros inimigos de Deus têm de receber a execução do julgamento. O Noivo sai para completar sua vitória, para tirar da terra todos os inimigos, políticos e outros. A destruição é cabal. Por fim, o próprio Diabo, tendo passado pela derrota de todos os seus agentes e instrumentos, é amarrado durante os mil anos do reinado de Cristo. A visão vai além do Reinado Milenar por um momento para detalhar o julgamento que ocorre no fim dos mil anos; o Diabo é solto temporariamente, daí, com todos os que se juntam ao seu ataque contra "o acampamento dos santos e a cidade amada", é completamente aniquilado.  Ap 19:11-20:10. 
Voltando a eventos que ocorrem durante os mil anos, a visão retrata a ressurreição e o julgamento que se dão sob o governo de Cristo e sua noiva, a Nova Jerusalém. Descreve-se a beleza e a grandeza dessa "cidade" celestial, com os benefícios de cura e de vida que ela proporciona à humanidade.  Ap 20:11-22:5. 
Em conclusão,   Deus fala de 'vir depressa com recompensa segundo a obra de cada um'. Como "testemunha fiel e verdadeira", Jesus dá testemunho da conclusão do segredo sagrado a respeito do reino, dizendo: "Eu sou a raiz e a descendência de Davi, e a resplandecente estrela da manhã." Ele é herdeiro permanente de Davi, o eterno no pacto do Reino e aquele predito em Números 24:17. Todos os esforços de Satanás, da fera e de Babilônia, a Grande, (Ap 12:1-1017:3-14) portanto, foram incapazes de impedir a "estrela" de subir da casa de Davi para sentar-se no trono, nos céus, para sempre.  Ap 22:6-16. 
O Espírito de Deus, junto com a "noiva", fazem o convite a todos os que ouvem a tomar de graça da água da vida. Com a advertência final de que não se acrescente nem se tire nada das palavras da profecia, e uma declaração da proximidade de sua vinda, Jesus encerra a revelação; e João responde: "Amém! Vem, Senhor Jesus." Ap 22:17-21. 
O livro de Apocalipse (Revelação) é de capital importância, no sentido de que supre força e visão espirituais para o povo de Deus. Destaca o interesse de Deus nas congregações do Seu povo e o estrito e amoroso cuidado de Jesus Cristo para com elas, na qualidade de Pastor Excelente. Jesus sabe exatamente que condições prevalecem e o que tem de ser feito. Isto se manifesta especialmente nos três primeiros capítulos deste livro. 
Alguns encaram o livro de Apocalipse como tão altamente simbólico que não pode ser entendido, ou como não sendo prático. Mas   Deus deseja que os do seu povo o entendam, e fez com que a Bíblia fosse escrita para ser entendida e para lhes fornecer orientação. A chave para o entendimento de Apocalipse é a mesma para o entendimento de outras partes da Bíblia. O apóstolo Paulo indica esta chave. Depois de explicar que Deus revela, por meio de Seu Espírito, a sabedoria oculta, Paulo diz: "Destas coisas também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com as ensinadas pelo Espírito, ao combinarmos assuntos espirituais com palavras espirituais." (1Co 2:8-13) Quando pesquisamos as Escrituras (e, às vezes, os costumes e as práticas daqueles dias), encontramos nelas muitas das coisas usadas como simbolismos em Apocalipse. Comparando esses textos das Escrituras, não raro podemos entender o que os símbolos de Apocalipse significam. Deve-se notar, porém, que um termo ou uma expressão pode referir-se a ou simbolizar diferentes coisas, segundo o contexto em que aparece.

DESTAQUES DE APOCALIPSE:

Um desvendamento do conceito de Deus sobre as condições, bem como uma previsão do que ele permite e do que realizará por meio de Cristo durante o "dia do Senhor".

  Uma série de visões registradas pelo apóstolo João por volta de 96 EC.

O glorificado Cristo dá conselhos amorosos a co-herdeiros do Reino. (1:1-3:22) 
  A congregação em Éfeso tem perseverado mas abandonou o amor do princípio. 
  A espiritualmente rica congregação em Esmirna é incentivada a permanecer fiel em face de tribulação. 
  A congregação em Pérgamo tem-se apegado ao nome de Cristo sob perseguição, mas tem tolerado o sectarismo. 
  A congregação em Tiatira tem um registro de atividade aumentada, mas tem tolerado a influência de Jezabel. 
  A congregação em Sardes está espiritualmente morta; tem de despertar. 
  A congregação em Filadélfia, que tem guardado a palavra de Cristo, é instada a continuar apegando-se ao que tem. 
  A congregação em Laodicéia é morna; que obtenha de Cristo o que é necessário para a cura espiritual.

Visão da presença celestial de Deus. (4:1-5:14) 
  Deus é visto em assombroso esplendor em seu trono, rodeado de 24 anciãos e quatro criaturas viventes; ele segura um rolo selado com sete selos. 
  O Cordeiro é declarado digno de tomar o rolo e abri-lo.

O Cordeiro abre seis selos do rolo. (6:1-17) 
  À medida que ele abre o primeiro selo, um cavaleiro num cavalo branco recebe uma coroa e sai vencendo e para completar a sua vitória. 
  A abertura dos três selos seguintes dá lugar a mais três cavaleiros, resultando em guerra, fome e morte para a humanidade. 
  O quinto selo é aberto; os martirizados pela causa de Cristo clamam pela vingança do seu sangue; a cada um se dá uma roupa branca. 
  Na abertura do sexto selo, um grande terremoto anuncia o dia do furor de Deus e do Cordeiro.

Os quatro ventos da terra são segurados. (7:1-17) 
  João ouve que os quatro ventos serão segurados até que os escolhidos de Deus sejam selados; o número desses selados é 144.000. 
  Daí, João vê uma grande multidão, sem número, de todas as nações; estes saem da grande tribulação.

O sétimo selo é aberto. (8:1-11:14) 
  Há um silêncio de meia hora; lança-se fogo do altar para a terra; sete anjos preparam-se para tocar trombetas. 
  Os quatro primeiros toques de trombeta anunciam pragas sobre a terra, o mar, as fontes de água, bem como o sol, a lua e as estrelas. 
  A quinta trombeta convoca uma praga de gafanhotos, e a sexta desencadeia um aterrorizante ataque de cavalaria. 
  João come um pequeno rolo e fica sabendo que tem de profetizar mais um pouco. 
  Ele mede o santuário; duas testemunhas profetizam vestidas de saco, são mortas e ressuscitadas.

A sétima trombeta: nasce o Reino. (11:15-12:17) 
  A sétima trombeta soa e o Reino de Deus e a autoridade de seu Cristo são anunciados. 
  Uma mulher dá à luz um filho varão, no céu. 
  O dragão tenta devorar a criança; ocorre guerra no céu; Miguel lança o dragão e seus anjos para a terra. 
  O dragão trava guerra contra o restante da semente da mulher.

A fera do mar. (13:1-18) 
  A fera de sete cabeças e dez chifres emerge do mar. 
  O dragão dá à fera sua autoridade, e uma fera de dois chifres, semelhante a um cordeiro, faz uma imagem dela; muitos são forçados a adorar a fera e a aceitar sua marca.

Os servos fiéis de Deus em ação. (14:1-20) 
  Os 144.000 no monte Sião cantam um novo cântico. 
  Anjos a voar pelo meio do céu declaram mensagens vitais. 
  Alguém semelhante a um filho de homem ceifa a colheita da terra. 
  Um anjo pisa o lagar de Deus, com muito derramamento de sangue.

Deus, do seu santuário celestial, ordena que sete anjos derramem as sete tigelas de Sua ira. (15:1-16:21) 
  As seis primeiras tigelas são derramadas na terra, no mar e nas fontes de água, e sobre o sol, o trono da fera e no Eufrates. 
  Os servos de Deus têm de permanecer despertos, ao passo que a propaganda demoníaca ajunta reis humanos para o HarMagedon. 
  A sétima tigela é derramada no ar com resultados devastadores.

Visões do fim de Babilônia, a Grande. (17:1-18:24) 
  Babilônia, a Grande, embriagada com o sangue dos santos, senta-se numa fera cor de escarlate com sete cabeças e dez chifres; os dez chifres voltam-se contra ela e a devastam. 
  Sua queda é anunciada; o povo de Deus tem de sair dela. 
  Sua destruição final é pranteada por muitos na terra.

O casamento do Cordeiro. (19:1-10) 
  Vozes celestiais louvam a Deus pela destruição de Babilônia. 
  Um estrondoso coro de louvor anuncia o casamento do Cordeiro.

O Rei dos reis triunfa sobre as nações. (19:11-21) 
  A Palavra de Deus vai à guerra contra as nações; a fera e o falso profeta são lançados no lago de fogo; todos os inimigos de Deus são mortos; animais comem a carne do seu corpo.

Satanás é preso num abismo; Cristo governa por 1.000 anos. (20:1-21:8) 
  Satanás é preso num abismo por 1.000 anos. 
  Os co-regentes de Jesus julgam com ele por 1.000 anos, após o que Satanás é solto; ele sai para desencaminhar a humanidade novamente, mas por fim ele e todos os que o seguem são destruídos. 
  Todos os que estão na morte, no Hades e no mar são ressuscitados e julgados diante Daquele que está sentado no grande trono branco; a morte e o Hades são lançados no lago de fogo. 
  João vê um novo céu e uma nova terra.

A Nova Jerusalém. (21:9-22:21) 
  A gloriosa Nova Jerusalém desce do céu, iluminando as nações; um rio de água da vida flui através dela, com árvores para a cura em cada margem. 
  Apocalipse termina com mensagens finais de Deus e Jesus; o Espírito e a noiva convidam todos os sedentos a tomar de graça da água da vida. 


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