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DÍZIMOS E OFERTAS

Posted by maximino

DÍZIMOS E OFERTAS - DA LEI PARA A GRAÇA A OBRA CONTINÚA


1. O DÍZIMO PERTENCE AO SENHOR E DEVE SER DEVOLVIDO A ELE - Malaquias 3.10a... Trazei todos os dízimos 
* Devolver o que é de Deus é uma forma de honra-lo - Provérbios 3.9 Honra ao SENHOR com os teus bens, e com a primeira parte de todos os teus ganhos;

2. O DÍZIMO SE ENTREGA NA IGREJA NÃO O USE OU ADMINISTRE – Malaquias 3.10b...à casa do tesouro, 
* Não coma ou use a parte que pertence ao Senhor - Provérbios 20.25... Laço é para o homem apropriar-se do que é santo, e só refletir depois de feitos os votos. 

3. O DÍZIMO É PARA A MANUTENÇÃO DA OBRA E AS DESPESAS – Malaquias 3.10c...para que haja mantimento na minha casa, 
* Aquele que só pensa em si deixa Deus indignado - Ageu 1.9 Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa. 

4. O DÍZIMO TEM PROMESSA DE BENÇÃO SEM RECEIO DE PERDAS – Malaquias 3.10d...e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, 
* Nunca duvide da benção que Deus promete na palavra – Números 23.19 Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa; porventura diria ele, e não o faria? Ou falaria, e não o confirmaria?

5. O DÍZIMO FIEL FAZ ABRIR A FONTE DE TODO PODER DOS CÉUS – Malaquias 3.10e...se eu não vos abrir as janelas do céu, 
* As bênçãos estão disponíveis, mas, só recebe quem é fiel - Efésios 1.3 Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo;

6. O DÍZIMO TEM A GARANTIA DE PROVISÃO FÍSICA E ESPIRITUAL – Malaquias 3.10f...e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
* Quem é fiel se privilegia da provisão material e espiritual - Provérbios 3.10 E se encherão os teus celeiros, e transbordarão de vinho os teus lagares.

7. O DÍZIMO IMPEDE QUE FORÇAS OPOSTAS CAUSEM PREJUÍZOS - Malaquias 3.11 E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.
* O infiel dá brechas ao maligno para lhe trazer prejuízos – I Pedro 5.11 Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar 

8. A OFERTA GENEROSA SEGUE A LEI DO SEMEAR E COLHER - 2 Coríntios 9.6 E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará.
* A generosidade tem garantia de retorno quando não há avareza - Provérbios 11.24 Ao que distribui mais se lhe acrescenta, e ao que retém mais do que é justo, é para a sua perda.

9. A OFERTA QUE AGRADA AO SENHOR DEVE SER EXPONTÂNEA -2 Coríntios 9.7 Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.
* A espontaneidade em ofertar com alegria toca no coração de Deus – Marcos 12.43 E, chamando os seus discípulos, disse-lhes: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deitou mais do que todos os que deitaram na arca do tesouro;

10. A OFERTA DADA COM AMOR TRAZ PROSPERIDADE ABUNDANTE - 2 Coríntios 9.8 E Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda a graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundeis em toda a boa obra;

* A prosperidade é condicional ao que é  feito com amor pela obra - Lucas 6.38 Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.

EDITORIAL TEOLÓGICO

Quantas controvérsias, críticas destrutivas, ignorâncias, zombaria, chocarrices e outras coisas mais a respeito do dízimo. Um dos pontos que mais se pegam é que o dízimo foi uma obrigação do tempo da lei e que agora estamos na graça e que nessa dispensação o dízimo foi abolido e dessa forma o cristão não precisa mais dar o dízimo. Toda essa polêmica poderia ter menos repercussão na mídia, se, muitos líderes evangélicos não cometessem os vários abusos e escândalos que vemos acontecendo nos dias de hoje. Em algumas igrejas se impõem o sistema legalista sobre os fiéis, o que é errado, em outras exigem um percentual acima do que ensina a palavra, e isso é exploração, outras fazem mal uso do que é arrecadado, para usar em seus próprios deleites e muito mais coisas, que se espalham rapidamente pelos vários meios de comunicação, prejudicando com isso a propagação do Evangelho e a imagem da Igreja.
Os ignorantes que se acham entendidos e colocam o dízimo só no sistema legalista (ou seja na lei de Moisés), esquecem de examinar a palavra em vários contextos, como Jesus disse: "Toda Escritura é Inspirada"., e examinando a passagem bíblica de Gênesis 14.20 em que Abraão dá o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém, o que podemos entender sobre este episódio. 


Fatos que precisamos compreender: Tudo que contém o A.T. e é confirmado em o N.T. deve ser praticado pela Igreja (veja Hebreus 7.1-2). Outra situação é que Abraão não viveu no tempo da lei e sim num tipo de graça não explícita, mas, que apontava para a graça revelada do Nosso Senhor Jesus Cristo. Com relação a Melquisedeque, esse personagem representa um tipo de Cristo que apontava para o antítipo que é a revelação do tipo, o qual é Cristo. Abraão que havia lutado com os seus 318 criados, contra os quatro reis amorreus, para libertar o sobrinho Ló e família e recuperar todos os seus pertences, ficou com os despojos dessa vitória e em forma de gratidão a Deus, ele deu a Melquisedeque, tipo de Cristo o dízimo de tudo o que conquistou, pois, sem a ajuda divina Abraão não conseguiria derrotar esses reis. Observem que antes de Abraão dar o dízimo a Melquisedeque, este, lhe ofereceu pão e vinho; isso tem um significado: o pão simbolizava o corpo de Cristo que seria partido por nós e o vinho simbolizava o sangue de Cristo que seria derramando para expiação dos nossos pecados, logo, entendemos que esse fato apontava para a obra redentora de Cristo e para a Sua Igreja Cristo que seria o testemunho do Deus vivo e que teria a responsabilidade de levar o evangelho para todos os povos da terra. Toda essa missão que envolve a igreja em fazer a obra de Deus tem muitos custos que nem preciso enumerar e pergunta-se; que tem a responsabilidade de pagar esses custos; é o pastor ou é todo o corpo de Cristo, e quais são os recursos que o Senhor estabeleceu para cobrir tudo isso; é evidente que recursos devem vir dos dízimos e ofertas, e fora disso é exploração da fé. 


Agora, se alguém não tem fé para dar o dízimo, por falta de orientação, avareza, ignorância e outras coisas mais é melhor não dar, pois dessa maneira Deus não vai aceitar. Também o dízimo não pode ser imposto pelo líder de uma forma obrigatória ou constrangedora, pois, aí entraria no legalismo. Também não de o dízimo só para manter-se num cargo da igreja, ou para agradar o pastor, ou para ter o nome no rol de dizimistas, isso não lhe trará bem algum. O dízimo é um ato de fé, amor, gratidão, reconhecimento ao Senhor e deve ser praticado com espontaneidade e alegria no coração para que seja aceito e o fiel tenha todo o retorno prometido por Ele.
Os dizimistas do A.T. que cumpriam fielmente as observâncias das leis cerimoniais, trazendo os seus dízimos e ofertas ao templo nas datas estipuladas eram ricamente abençoados. Aqui exemplifico quanto aos que tinham campos de cultivo ou de rebanhos na questão da fartura que Deus dava, tais como; ordenando a chuva, impedindo as pragas nos plantios, e no caso dos rebanhos, eram saudáveis sem pestes, doenças etc., e com isso eram prósperos. 


Quanto aos infiéis que deixavam de cumprir a lei não trazendo seus dízimos e ofertas, ou, trazendo os dízimos corrompidos e manipulados, a situação desses era inversa; em seus campos não chovia, as pragas como gafanhotos, locustas, pulgões atacavam furiosamente, e as pestes e doenças vinham sobre o rebanho, ficando esses com um prejuízo enorme por causa da infidelidade com Deus. Só ficava um pouco pela misericórdia de Deus para não morrerem de fome. Assim também é com o crente fiel e o crente infiel. O fiel tem a plenitude das bênçãos divinas e é cheio de unção e o infiel é árido e vazio no espírito.
Quando Deus fala; "para que não falte alimento na minha casa" está se referindo ao templo onde todos que ali serviam eram sustentados com os recursos dos dízimos e das ofertas. Mas, espiritualizando a frase "não faltar alimento na minha casa" pergunta-se: quem é a casa de Deus hoje? Somos nós a casa de Deus e se formos fiéis seremos abastecidos abundantemente com toda provisão espiritual e isso nos motivará para que a Igreja suprida com nossos dízimos e ofertas continue a sua caminhada nesta terra até a vinda do Nosso 



Senhor Jesus Cristo.
Com relação as dúvidas e debates de que o dízimo não consta no N.T., já demonstrei que consta conforme ilustrei em Hebreus 7.1-2; mas, vamos dar uma ampliada nessa questão para os críticos de plantão, que certamente tentarão no transcorrer da aula colocar o professor numa situação constrangedora.
Jesus veio numa época em que os Judeus viviam sob uma opressão muito violenta do governo romano o qual também cobrava do povo com todo rigor os suas taxas e impostos. Não bastasse isso tinha também o poder religioso com a família do sacerdote Anás, e com a liderança de Caifás, que por sua vez tinham estreitas ligações políticas e comerciais com o governo de Roma. 


Essa casta sacerdotal era totalmente corrupta e isso ficou demonstrado quando Jesus entra no templo e expulsa todos os que ali faziam comercio. Nesse tempo a única cobrança que vigorava era os impostos para César e as ofertas e dízimos para o templo, fora isso se surgisse alguém falando de dízimos para outra finalidade certamente seria condenado à morte. Esse foi um dos motivos pelo qual Jesus não ensinou abertamente sobre o dízimo, se o fizesse eles teriam abreviado a sua morte e a sua missão teria sido fracassada. Já com o início da Igreja os apóstolos e principalmente o apóstolo Paulo que por sinal foi o que mais sofreu perseguições, tentem imaginar o que seria feito com ele se viesse a falar de dízimo. E é esta a razão que o dízimo não foi exposto em o N.T. de uma maneira explícita, porque foi escrito por homens inspirados pelo Espírito Santo de uma maneira sábia e prudente, que é o que falta em muitos que não entendem acerca dessa disciplina abençoadora que é o dízimo.

Deus os abençoe.

 

O esboço é elaborado exclusivamente pelo texto bíblico da lição.  

 Por uma questão de ética, se você usar os esboços mencione a fonte.
 linkhttp://www.pastorguilhermel.com.br/escola,biblica,dominical,,,,,,,,.htm

A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS

Posted by maximino

                      Igreja Evangélica Assembleia de Deus – Recife / PE
                  Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
                               Pastor Presidente: Ailton José Alves
               Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 06 – A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
INTRODUÇÃO

O Sermão do Monte é um dos mais famosos ensinos de Jesus. A expressão Bem-aventurado do grego
"Makários" significa, literalmente: "feliz, afortunado, ditoso". Já a expressão "Makarismos" denota "felicitação,
felizes, alegres" (Gl 4.15; Rm 4.6,9). Jesus estava descrevendo o bem-estar concedido por Deus que pertence apenas
ao fiel. As Beatitudes demonstram que o caminho para a felicidade celestial é o oposto do caminho mundano
normalmente seguido na busca da felicidade. A ideia mundana é que a felicidade é encontrada nas riquezas, nos
prazeres, na abundância, no lazer e em coisas semelhantes. A verdade é exatamente o oposto. A verdadeira
prosperidade não é sinônima de riqueza material, como muitos pensam. Nem sempre um homem rico pode ser
considerado como próspero e, da mesma maneira, não podemos dizer que um homem pobre não possa ser próspero
(1Co 13.4-7; Fp 2.3-5).

I – QUEM SÃO OS BEM-AVENTURADOS
Os Bem-aventurados referem-se ao estado abençoado daqueles que, por seu relacionamento com Cristo e sua
Palavra, recebem de Deus o amor, o cuidado, a salvação e sua misericórdia. Cada Bem-aventurança diz respeito a uma
bênção de Deus, significa mais do que ter alegrias. Implica o estado afortunado daqueles que fazem parte do Reino de
Deus. As Beatitudes não prometem riso, prazer ou prosperidade terrena, mas, eternas!

• Os pobres de espíritos (V.3). São aqueles que perderam seu orgulho próprio, reconheceram seus pecados e
arrependeram-se. Reconhecem que não tem qualquer auto-suficiência espiritual e que dependem
exclusivamente da vida que vem do Espírito Santo e sentem-se inteiramente dependentes da graça de Deus.
Reconhecer a verdadeira pobreza de espírito é a primeira das graças "porque deles é o Reino dos céus" (Ap
3.17);

• Os que choram (V. 4). São aqueles que se contristam profundamente por causa das suas fraquezas e sentem
pesar por aquilo que entristece a Deus. Sentem aflição em seu viver por causa do seu pecado, da imoralidade e
da crueldade do mundo. Estes "serão consolados" (Lc 19.41; At 20.19; 2Pe 2.8);
• Os mansos (V.5). São aqueles que vivem humilde e submissos a Deus e acham Nele o seu refúgio e lhe
consagram todo o seu viver e não são violentos. São aqueles que aborrecem a volência. "porque eles
herdarão a terra";

• Os que tem fome e sede de justiça (V.6). São aqueles que desejam o que é justo (Êx 33.13, 18; Sl 42.1-2;
63.1-2; Fp 3.8-10). São aqueles que tem fome das coisas de Deus pois "porque eles serão fartos" (Mt 5.6);

• Os misericordiosos (V.7). São aqueles que estão cheios de compaixão e dó dos que sofrem. São aqueles que
desejam minorar os sofrimentos dos outros, conduzindo estes à graça de Deus por meio de Jesus Cristo ( Mt
1833-35; Lc 10.30-37; Hb 2.17), pois assim "porque eles alcançarão misericórdia" (Mt 5.8);

• Os limpos de coração (V.8). São aqueles que foram libertos do poder do pecado mediante a graça de Deus, e
que agora se esforçam para agradar a Deus e serem parecidos com Ele (Hb1.9; 1Sm 13.14; Mt 22.37; 1Tm 1.5),
pois somente os limpos de coração "porque eles verão a Deus" (Mt 5.8; Ap 21.7; 22.4);

• Os pacificadores (V.9). São aqueles que se reconciliaram com Deus. Tem paz com Ele mediante a cruz (Rm
5.1; Ef 2.14-16) e agora se esforçam, mediante seu testemunho para levarem outras pessoas, inclusive seus
inimigos, à paz com Deus "porque eles serão chamdos filhos de Deus".

• Os perseguidos por causa da justiça (V.10). São aqueles que procuram viver de acordo com a Palavra de
Deus, e por amor a justiça sofrerão perseguição (Ap 2; 3.1-4;, 14-22). O mundo lhes persegue com oposição (Mt
10.22; 24.9; Jo 15.19) "porque deles é o Reino dos céus".

II - OS BEM-AVENTURADOS TAMBÉM SOFREM
Segundo o dicionário Aurélio próspero significa: "ditoso, afortunado". Nos dias hodiernos, muita ênfase tem se
dado à riqueza e a prosperidade, inclusive em muitos púlpitos chamados de "evangélicos". A mensagem da cruz, da
salvação e da santificação tem sido substituída pela pregação da Teologia da Prosperidade, que prega que o cristão não
pode ser pobre e nem pode sofrer. Por causa disso, muitos cristãos vivem em busca de riquezas materiais e se
esquecem das riquezas espirituais que Deus nos oferece através de Jesus Cristo (Ef 1.3; 2.6; Tg 2.5). Portanto, faz-se
necessário entendermos, à luz das Escrituras, o que é ser Bem-aventurado. Vejamos alguns exemplos:

• Ser Bem-aventurado é ter paz e comunhão com Deus (1Co 1.9), é ser regenerado (Tt 3.5), é experimentar uma
mudança interior (2Co 3.5), é ter a certeza de que Jesus supre todas as necessidades (Sl 23.), é ter alegria em
toda e qualquer situação (1Ts 1.6; Hc 3.17-18) é cantar e adorar ao Senhor em todo tempo (At 16.23-25);

• Uma das atividades que Jesus priorizou na sua missão dirigida pelo Espírito Santo foi "evangelizar os pobres"
(Lc 4.18; cf. Is 61.1). Noutras palavras, o evangelho de Cristo pode ser definido como um evangelho dos pobres
(Mt 5.3; 11.5; Lc 7.22; Tg 2.5);

• Jesus veio a este mundo e viveu como pobre (Zc 9.9). O barco onde ele ensinava as multidões, não era seu (Lc
5.3); O jumentinho no qual ele entrou montado em Jerusalém, também não era seu (Lc 19.30-35) e
 Ele mesmo
disse que não tinha onde reclinar a cabeça (Mt 8.20). Quando precisou pagar o imposto, não tinha dinheiro
algum, por isso mandou que Pedro fosse buscar a moeda na boca do peixe (Mt 17.27). Nem por isso, Ele deixou
de ser próspero, pois cumpriu sua missão e foi exaltado por Deus (Ef 1.20,21; Fp 2.9);

• O apóstolo Paulo também sofreu muito e passou por muitas necessidades (II Co 11.24-33). Algumas vezes
precisou de auxílio dos irmãos (Fp 4.10-19). Escrevendo aos filipenses ele disse que aprendeu a estar contente
com o que tinha. Sabia ter abundância e sabia também padecer necessidade. Mesmo assim, ele foi um homem
próspero (Fp 4.12-13);

• O NT menciona que algumas igrejas eram pobres (II Co 8.2; Ap 2.9). Os cristãos da Judéia passaram por
dificuldades financeiras e foram ajudados pelos coríntios e pelos macedônios (IICo 8 e 9; Rm 15.26). Os próprios
irmãos macedônios viviam em "profunda pobreza" (IICo 8.2). Lucas diz, acerca destas igrejas: "Assim, pois, as
igrejas em toda a Judéia, e Galiléia e Samaria tinham paz, e eram edificadas; e se multiplicavam, andando
no temor do Senhor e consolação do Espírito Santo" (At 9.31).
III - O QUE É A PROSPERIDADE DOS BEM-AVENTURADOS
A verdadeira prosperidade dos Bem-aventurados não se limita a posse dos bens terrenos, mas, principalmente a
aquisição dos bens espirituais e eternos em Deus (Mt 5.1-12).


• Pedro disse: "Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna" (Jo 6.67,68).

• O apóstolo Paulo falou: "O que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também
por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual
sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo" (Fp
3.7,8).

• O apóstolo Paulo nos exorta a buscar e a pensar nas "coisas que são de cima" (Cl 3.1,2);

• Pedro não tinha prata nem ouro, mas tinham autoridade para curar em nome de Jesus (At 3.1-6);

• A igreja de Laodicéia era materialmente rica, mas vivia em miséria espiritual. Por isso, foi repreendida pelo
Senhor Jesus (Ap 3.17-18). Enquanto que a igreja de Esmirna vivia em pobreza, e o Senhor Jesus disse que ela
era rica (Ap 2.9);

• Jesus disse: "Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões
minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões
não minam nem roubam" (Mt 6.19,20);

• Lázaro era um mendigo que vivia cheio de chagas, mas, depois da morte, foi levado pelos anjos para o seio de
Abraão (Lc 16.19-31);

• O apóstolo Paulo disse: "Porque nada trouxemos para este mundo, e manifesto é que nada podemos levar
dele" (I Tm 6.7). E o escritor da Epístola aos Hebreus, disse: "Porque não temos aqui cidade permanente,
mas buscamos a futura" (Hb 13.14). Por isso, o apóstolo Paulo diz que nós somos "... como pobres, mas
enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo" (II Co 6.10).
IV - ADVERTÊNCIAS BÍBLICAS SOBRE AS RIQUEZAS TERRENAS
Predominava entre os judeus daqueles tempos a ideia de que as riquezas eram um sinal do favor especial de Deus,
e que a pobreza era um sinal da falta de fé e do desagrado de Deus (Lc 6.20; 16.13; 18.24-25). Essa cosmovisão é falsa
e foi firmemente repelida por Jesus. A Bíblia traz muitas advertências sobre os perigos que envolvem as riquezas.
Vejamos algumas:

• Jesus disse que dificilmente entrará um rico no céu (Lc 18.24-25; Mt 19.24; 13.22);

• A Bíblia identifica a busca insaciável e avarenta pelas riquezas como idolatria, a qual é demoníaca (1Co 10.19-
20; Cl 3.5; Mt 6.24). O apóstolo Paulo disse os que querem ser ricos, caem em tentação e em muitas
concupiscências; e que o amor do dinheiro é a raiz de toda a espécie de males (I Tm 6.9,10);

• A riqueza pode conduzir a avareza, excluindo-o do reino dos céus (I Co 5.11; 6.10; Ef 5.5; Cl 3.5);

• Não devemos colocar a nossa confiança na riqueza (Sl 49.6,7; 52.7; 62.10; Pv 11.28; I Tm 6.17);

• A avareza pode tirar a tranquilidade (Jó 27.19-20; Ec 5.12). Além disso, a riqueza não garante solução para os
maiores problemas do ser humano (Pv 11.4).
CONCLUSÃO
As Bem-aventuranças de Jesus contrariam totalmente os conceitos errôneos da Teologia da Prosperidade, pois
o que aprendemos do Mestre é que a verdadeira felicidade não se origina nos bens materiais que possuímos, mas em
termos nossos pecados perdoados por Cristo .
REFERÊNCIAS
BÍBLIA de Estudo Pentecostal. CPAD.
CHAMPLIN, R.N. O Novo Testamento Interpretado versículo por Versículo. HAGNOS.
GONÇALVES, José. A Prosperidade à Luz da Bíblia. CPAD.